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Requião Filho aponta falhas na gestão e mira o Litoral

Candidato ao governo estadual propõe mudanças estruturais e critica atendimento médico precário na região costeira.

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“Tem que mudar quase tudo”: Requião Filho critica governo e apresenta propostas para o Litoral

O postulante ao Palácio Iguaçu, Requião Filho (PDT), esteve na redação do JB Litoral para detalhar suas diretrizes administrativas e discutir os rumos da sua chapa nas Eleições 2026. Advogado com especialização em Direito Tributário, ele encerrou recentemente o terceiro mandato como deputado estadual, período integralmente cumprido na oposição, e agora busca o cargo máximo do Executivo paranaense pela primeira vez.

Questionado sobre os motivos que o levaram a disputar o pleito, o político argumentou que a administração atual falha em amparar a população local. “Está muito ruim. Do jeito que está, só existe o governo dos grandes. Só existe para financiador de campanha, para multinacional. A família paranaense está de lado. Tem que mudar quase tudo. O governo hoje se preocupa com empresas, tem que se preocupar com pessoas”, disse.

H2: Saúde pública e atendimento precário

No setor da saúde, o candidato apontou deficiências graves na rede de atendimento e cobrou aportes financeiros urgentes. “A solução para quem está doente aqui no Litoral é subir a serra”, frisou.

O foco das críticas recaiu sobre o Hospital Regional do Litoral, localizado em Paranaguá. Segundo ele, o atual modelo administrativo compromete o funcionamento da instituição erguida por sua família. “O Hospital Regional foi o Roberto Requião que construiu e hoje está terceirizado, os técnicos, as enfermeiras e os médicos ganham pouco, as condições de atendimento são precárias. Tem que investir pensando em salvar vidas”, enfatizou.

H2: Modernização do Porto de Paranaguá

Outro ponto central da visita foi a situação da atividade portuária, que, na visão do pretendente ao governo, precisa trazer mais benefícios diretos para a cidade e sua classe trabalhadora. Ele destacou questões como a atuação do OGMO, dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), a fixação da poligonal e as falhas nos modais rodoviário e ferroviário.

“A gente quer um porto para todos os paranaenses, que invista na cidade. Nós queremos que receba de volta, por isso a importância do OGMO, do TPA (Trabalhador Portuário Avulso), da poligonal, do porto investido na cidade. O acesso ferroviário precisa ser restruturado, restruturado e ampliado. O acesso dos caminhões precisa ser ampliado e melhorado”, declarou.

O complexo marítimo também foi associado por ele aos índices de criminalidade e ao tráfico de entorpecentes. Diante disso, prometeu endurecer o combate às facções caso vença as eleições. “Hoje o porto é um corredor de drogas. Nós vamos tomar o controle de novo e botar o pessoal do crime organizado para correr”.

H2: Promessas de obras e integração regional

Ao avaliar os recentes anúncios de infraestrutura feitos pelo governo estadual em Paranaguá — como as intervenções na Avenida Roque Vernalha, a revitalização da Rua da Praia e o Terminal de Passageiros —, o político cobrou agilidade e criticou a proximidade do pleito eleitoral.

“Agora que acabou? Ou seja, é o resumo da campanha do Sandro Alex. Não fizemos nada, vamos fazer. Se não fizeram em oito anos, não vão fazer, não tem essa vontade. Isso é discurso para enganar o pessoal. É necessário investir para além do show de final de ano, que eu não vou tirar, só vai ser mais transparente. Você vai saber quanto custou, quem pagou, qual foi o benefício que trouxe”, garantiu.

Entre as suas iniciativas para a região, ele resgatou a proposta de instituir a Região Metropolitana de Paranaguá, unindo os sete municípios litorâneos em torno de políticas integradas. “Esse projeto é meu e está engavetado. Como governador, pretendo retomar. Uma região metropolitana tem benefícios fiscais junto ao Governo Federal, tem campanhas de incentivo, a gente consegue investir mais no Litoral como todo na área de habitação, de transporte público e de infraestrutura”.

Por fim, ao avaliar sua participação nos debates eleitorais, o candidato afirmou ter direcionado seus esforços para a apresentação de soluções concretas, contrapondo-se à postura dos concorrentes. “Os outros estavam preocupados só com ataques. Quem não tem proposta, quem não tem preparo, fica nervoso”.

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