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Do ouro à Série B: relembre 15 anos do esporte amazonense

Retrospectiva reúne feitos da Copa do Mundo, acessos nacionais, medalhas internacionais e episódios inusitados que moldaram o cenário local.

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ge Amazonas completa 15 anos de credibilidade, informação e inovação

Ao longo de uma década e meia, o esporte no Amazonas experimentou uma transformação profunda, mesclando momentos de apogeu nos cenários nacional e internacional, a construção de palcos modernos e episódios que repercutiram pelo inusitado. A trajetória recente do futebol e das modalidades olímpicas e paralímpicas locais acumula páginas de superação, recordes e celebrações inesquecíveis para o torcedor baré.

Conquistas históricas e a reconstrução do futebol local

O futebol amazonense viveu uma arrancada emblemática nos campeonatos nacionais. O Amazonas FC escreveu uma história meteórica: fundado com um projeto recente, obteve o acesso à Série C em 2022 após excelente campanha na Série D sob comando de Rafael Lacerda. No ano seguinte, consolidou o maior feito do estado ao conquistar o título da Série C do Campeonato Brasileiro em 2023, superando o Brusque na final com gol decisivo de Sassá, além de recolocar o Amazonas na Série B após 17 anos — feito que reuniu mais de 44 mil torcedores no jogo do acesso diante do Botafogo-PB.

Em 2024, o clube disputou a Segundona nacional após 18 anos de ausência de representantes do estado na divisão, terminando na 11ª posição. No entanto, em 2025, após sucessivas trocas de técnicos (passando por Eduardo Barros, Guilherme Alves, Márcio Zanardi e Aderbal Lana), a equipe encerrou o torneio em 18º lugar com 36 pontos e amargou o primeiro rebaixamento de sua história.

Antes disso, o Manaus FC já havia aberto as portas da ascensão em 2019 ao conquistar a vaga na Série C diante de 44.121 pessoas na Arena da Amazônia, batendo o Caxias-RS por 3 a 0. A decisão da Série D daquele ano contra o Brusque estabeleceu o recorde histórico de público do estádio, com 44.896 espectadores. No âmbito regional, o Nacional sagrou-se o primeiro campeão amazonense na Arena ao levar o estadual de 2015, e os centenários de Rio Negro e Nacional movimentaram a rivalidade do tradicional Rio-Nal em 2013.

No futebol feminino, o 3B da Amazônia consolidou protagonismo. Depois de bater na trave pelo acesso em 2018 diante do Minas Icesp, as Feras alcançaram a divisão de elite nacional em 2024, ao conquistarem o vice-campeonato da Série A2 frente ao Bahia.

A Arena da Amazônia no centro dos holofotes mundiais

Construída para a Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia teve um período preparatório conturbado em 2013, marcado pela perda trágica de dois operários: Raimundo Nonato Lima Costa, em janeiro, e Marcleudo de Melo Ferreira, em dezembro. Durante o Mundial, o estádio recebeu quatro confrontos de peso: a vitória da Itália sobre a Inglaterra por 2 a 1, a goleada da Croácia contra Camarões por 4 a 0, o empate entre Estados Unidos e Portugal em 2 a 2 e o triunfo da Suíça por 3 a 0 sobre Honduras.

Dois anos depois, Manaus integrou os Jogos Olímpicos Rio 2016 com seis partidas do torneio de futebol. O palco manauara também serviu de cenário para a Seleção Brasileira masculina: em 2016, marcou a estreia do técnico Tite em solo nacional com vitória por 2 a 1 diante da Colômbia; em 2021, celebrou a volta da torcida após as restrições sanitárias com uma goleada por 4 a 1 contra o Uruguai pelas Eliminatórias.

Projeção no atletismo, MMA e pódio paralímpico

Fora dos gramados, nomes locais alcançaram o topo. Em 2011, o velocista Sandro Viana brilhou com o ouro no revezamento 4x100m nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e no Sul-Americano da Argentina. Anos mais tarde, o lançador de dardo Pedro Nunes manteve a regularidade em torneios nacionais e consolidou o estado na elite da modalidade olímpica.

O ano de 2024 coroou o halterofilismo paralímpico nos Jogos de Paris: Maria de Fátima Castro ergueu 133 kg e conquistou a medalha de bronze na categoria até 67 kg, estabelecendo o recorde das Américas. No MMA, o ícone manauara José Aldo despediu-se dos octógonos em setembro de 2022, aos 36 anos, somando 31 vitórias e oito reveses em sua trajetória.

Histórias curiosas e fatos pitorescos

Os bastidores do esporte amazonense também colecionaram anedotas memoráveis. Em 2012, uma gafe gráfica estampou “Futebol Amazonense Fraco” nos ingressos de Nacional contra Coritiba pela Copa do Brasil, gerando revolta na federação local.

Em 2017, Hamilton abandonou o passado de goleiro do Fast para reaparecer como atacante matador no Manaus, ganhando a alcunha de “Ibra da Amazônia”. O campeonato estadual de 2020, concluído em 2021 após a paralisação pela pandemia, eternizou a finalização antológica de Emerson Bacas, do Fast, que marcou de trás do meio-campo contra o Iranduba.

Casos atípicos também demandaram a atuação das autoridades desportivas e policiais. Em 2021, o atacante Diogo Duran (CDC Novo Aripuanã) foi ferido com golpe de faca por um dirigente em uma discussão por um sachê de farinha. Já em 2022, na Série B estadual, um gol contra voluntário de Júlio Campos, do Atlético-AM, resultou em severas punições aplicadas pela Justiça Desportiva ao atleta e ao mandatário da

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