–:–:–
Conecte-se conosco

EUA e Rússia eliminam controle humano de pacto global sobre armas de IA

Diplomatas dos dois países removeram salvaguardas essenciais e exigências éticas durante negociações na Organização das Nações Unidas.

42 visualizações
EUA e Rússia retiraram exigência de supervisão humana de pacto global sobre armas autônomas com IA

Representantes de diversas nações se encontraram no começo de setembro em uma sala de conferências da ONU com o propósito de elaborar um tratado inédito para regulamentar o uso de armas autônomas letais. O avanço nas negociações ocorreu na sequência de episódios envolvendo comportamentos imprevisíveis de sistemas de inteligência artificial.

Ações conjuntas nas negociações

Apesar da urgência do tema, norte-americanos e russos uniram esforços para enfraquecer as proteções debatidas no fórum internacional. Informações divulgadas apontam que as delegações dos dois países atuaram fortemente no texto para excluir estipulações cruciais para a segurança global.

Entre os pontos eliminados do documento final está a obrigatoriedade de supervisão humana sobre os armamentos controlados por algoritmos avançados.

Alterações no texto original

Além do controle humano, os negociadores retiraram termos que determinavam a operação de maneira “previsível” e “confiável” por parte dos equipamentos bélicos. Outra exclusão importante foi a cláusula que determinava a observância de considerações éticas durante o emprego de armamentos baseados em inteligência artificial.

Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia e a Organização das Nações Unidas mantiveram silêncio e não se manifestaram publicamente sobre as modificações.

Postura do governo norte-americano

A atuação da diplomacia dos Estados Unidos nas reuniões da ONU reflete a diretriz adotada pela administração do país em relação ao setor tecnológico. Recentemente, o presidente Donald Trump desvalorizou os riscos associados ao avanço dos sistemas inteligentes.

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o republicano também refutou qualquer parceria internacional voltada a limitar o desenvolvimento tecnológico, enfatizando o objetivo de liderar a corrida global pela hegemonia da inteligência artificial. No âmbito militar, a Casa Branca travou disputas legais recentes, incluindo um embate com a empresa Anthropic que terminou com vitória judicial para o governo.

Mais em Tecnologia

Ver tudo →