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Jacy é o pilar defensivo que sustenta a boa fase do Coritiba na Série A

Dados estatísticos revelam que o sistema defensivo do clube paranaense sofre uma queda drástica de rendimento quando o capitão está ausente.

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Números mostram impacto de Jacy na defesa do Coritiba; veja balanço

O setor defensivo tem sido uma das principais dores de cabeça do Coritiba no Campeonato Brasileiro. Após 28 rodadas disputadas, o time paranaense já foi vazado 43 vezes, acumulando a quarta pior defesa da competição nacional, ficando atrás apenas da Chapecoense e do Remo — ambos na zona de rebaixamento — e do Botafogo, posicionado mais abaixo na tabela.

A diferença estatística com e sem o capitão

Em meio a esse cenário preocupante, um dado estatístico chama bastante a atenção da comissão técnica e dos analistas: a equipe sofre 64% mais gols por 90 minutos quando Jacy não está em campo. Com o defensor como titular e capitão, a média alviverde é de 1,30 gol sofrido por partida na Série A. Sem ele, esse índice sobe alarmantemente para 2,13.

Até o momento, o atleta participou de 24 confrontos, iniciando 21 deles e somando aproximadamente 1.804 minutos em campo. Nos cerca de 716 minutos em que atuou sem o zagueiro, o Coxa sofreu 17 gols, contra 26 tentos sofridos com sua presença. Embora a disparidade seja evidente, especialistas apontam que o desempenho não depende exclusivamente de um único atleta, sofrendo interferência de adversários, escolhas táticas e momentos dos confrontos.

Os gols sofridos após substituições

Um segundo indicador que ajuda a dimensionar essa influência ocorreu nas três partidas em que o defensor precisou ser sacado por problemas físicos: contra Fluminense, Remo e Mirassol. Nesses duelos, somando os minutos posteriores às suas saídas, o clube acabou sofrendo cinco gols.

Diante do Fluminense, pela 10ª rodada, o zagueiro deixou o gramado aos 11 minutos da etapa final, e o adversário buscou o empate sete minutos mais tarde. Contra o Remo, na 25ª rodada, a saída aconteceu aos 8 minutos do segundo tempo; o time paraense virou o placar rapidamente, embora o Coritiba tenha buscado a vitória por 3 a 2 no fim. Já diante do Mirassol, a alteração foi feita aos 14 minutos do segundo tempo, e o rival marcou duas vezes para garantir o triunfo por 2 a 1.

Problemas físicos e reorganização tática

As saídas antecipadas aconteceram por questões médicas e desgaste físico. No duelo contra o Remo, o atleta sofreu uma nova torção no tornozelo direito, enquanto na semana seguinte sentiu o desgaste diante do Mirassol, partida em que outros companheiros como Thiago Santos e JP Chermont também acusaram problemas musculares.

Essa dependência técnica e estrutural vai muito além de uma simples característica individual. O zagueiro consolidou-se como a principal referência da última linha de marcação sob o comando de Fernando Seabra. A alta minutagem ao lado dos companheiros trouxe entrosamento natural para coberturas, distâncias entre defensores, proteção da área e bolas aéreas. Quando ele deixa o gramado, a engrenagem exige reajustes em cadeia que afetam zagueiros, laterais e volantes.

Liderança e reta final no Brasileirão

Além do posicionamento rigoroso, o capitão exerce uma liderança tática silenciosa que orienta o comportamento coletivo dos colegas ao redor, fator que não aparece diretamente nas planilhas de scouts, mas dita o ritmo defensivo do time.

Com quase duas semanas livres de preparação até o próximo compromisso, o Coritiba se prepara para encarar o Fluminense no dia 8 de outubro, às 21h30, no Maracanã. Ocupando a nona colocação com 38 pontos, o Alviverde busca somar pelo menos mais nove pontos na reta final do torneio para afastar de vez qualquer ameaça de rebaixamento.

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