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São Paulo inicia preparação de 114 mil urnas para as eleições

Maior colégio eleitoral brasileiro já movimenta milhares de máquinas com testes e inserção de dados oficiais.

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Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas

O estado de São Paulo deu início nesta quarta-feira (23) à preparação de aproximadamente 114,5 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno do pleito, marcado para o dia 4 de outubro. Somente na capital paulista, mais de 28 mil equipamentos passam por ajustes e checagens.

Uma solenidade pública na primeira zona eleitoral da capital marcou o pontapé inicial das atividades. Nessa fase, cada dispositivo recebe os cadastros oficiais do eleitorado, os locais das seções e o registro de todas as candidaturas.

Logística e substituição de equipamentos Na primeira zona eleitoral, por exemplo, há 449 seções, mas o planejamento prevê a preparação de 505 máquinas. O excedente serve como reserva técnica para trocas imediatas caso ocorra alguma pane técnica durante o horário de votação.

“O tribunal estabeleceu para que isso [preparação] seja feito até a antevéspera da eleição, no dia 2 de outubro, sexta-feira”, explicou Erick Viana, chefe de cartório da primeira zona eleitoral de São Paulo.

Etapas técnicas e inserção de dados O cronograma operacional começa com a criação das mídias que carregam os softwares de votação, listas de eleitores e nomes dos políticos concorrentes. Esses componentes funcionam de forma parecida com pen drives e repassam as informações para as carcaças eletrônicas.

“Cada urna chega nos cartórios eleitorais vazias, sem dados. E agora começamos a inserir esses dados”, disse Viana. “Após essa etapa, fazemos uma verificação por amostragem da integridade dos sistemas e as urnas são então lacradas e preparadas para o dia da votação”, afirmou.

Em seguida, as unidades passam por checagens operacionais antes de receberem os lacres oficiais. O conjunto é organizado por cidade, endereço de votação e seção, sendo guardado em caixas autenticadas por magistrados, promtores e fiscais partidários.

Garantia de confiabilidade De acordo com os responsáveis pelo pleito, todo o fluxo segue protocolos rígidos para assegurar a lisura do processo.

“Historicamente, tem-se provado que as urnas são extremamente seguras. Não houve comprovações de fraude em toda a história de funcionamento das urnas eletrônicas”.

A Justiça Eleitoral esclarece que os dispositivos possuem travas de segurança que impedem o uso antes da data oficial, ativando-se apenas no dia e horário corretos do pleito.

Confiabilidade no voto brasileiro Durante atendimento à imprensa, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, reforçou a solidez da tecnologia adotada no país.

“Podemos reiterar que as urnas eletrônicas são seguras. O voto dado é o voto computado”, disse.

“O protagonista das eleições, que é o eleitor ou eleitora, pode votar com toda a segurança e serenidade porque todas as providências estão sendo tomadas pela Justiça Eleitoral para que, mais uma vez, haja segurança e confiança da sociedade [no sistema eleitoral do país]”.

No dia 4 de outubro, os votantes definirão os nomes para a presidência, governos estaduais, cadeiras no Senado, além de deputados federais e estaduais ou distritais.

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