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Bancos brasileiros oscilam entre cautela e crédito na reta final da eleição

Instituições financeiras já precificam cenário político equilibrado, mas o JPMorgan aponta que euforia ainda está distante no mercado.

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Bancos entram na reta final da eleição divididos entre “alívio” e riscos de crédito

À medida que a disputa presidencial entra em sua fase decisiva, o JPMorgan aponta que as instituições financeiras do país já começaram a precificar um panorama político mais equilibrado, embora a euforia ainda esteja distante.

Mercado de capitais na liderança

De acordo com um levantamento divulgado pelo banco internacional, as companhias conectadas ao mercado de capitais continuam sendo indicadas como a principal alternativa para aproveitar uma eventual melhora macroeconômica pós-pleito. O destaque segue focado em BTG Pactual, XP e B3.

No decorrer do último mês, os papéis da XP, do BTG Pactual e da B3 registraram altas de aproximadamente 26%, 24% e 23%, respectivamente, superando com folga o ritmo do Ibovespa. Para os analistas da instituição, esse comportamento indica que os investidores passaram a enxergar maiores chances de queda no custo do capital e de retomada gradual na economia.

Desempenho dos bancos tradicionais e digitais

Analisando as instituições financeiras tradicionais, o JPMorgan elege o Itaú Unibanco como o favorito da categoria devido à sua combinação de solidez e diversificação de receitas. O Bradesco também aparece em posição favorável, embora seus papéis tenham tido desempenho inferior aos ativos voltados ao mercado de capitais recentemente.

Por outro lado, o cenário para os bancos digitais permanece contido. Nubank e Inter ficaram para trás no movimento recente de alta, refletindo o apetite ainda restrito do mercado, mesmo negociando abaixo de seus recordes históricos de valor de mercado.

Riscos de crédito e seguros

Apesar do avanço recente nos papéis, o ambiente bancário ainda lida com incertezas consideráveis. O principal obstáculo para um entusiasmo maior continua sendo o ciclo de crédito, acompanhado por temores sobre o aumento nas provisões e possíveis alterações regulatórias debatidas pelo Banco Central.

No segmento de seguradoras, nomes como BB Seguridade e Caixa Seguridade apresentam assimetria menos favorável após fortes altas acumuladas no ano. Já no setor de pagamentos, empresas como Stone e PagSeguro exibem múltiplos atrativos, mas enfrentam um ambiente operacional desafiador e dúvidas quanto à atividade econômica.

Em suma, o mercado financeiro nacional transita por um momento de transição, onde as corretoras já capturam expectativas positivas, enquanto os bancos tradicionais seguem limitados pelas apreensões em torno da qualidade dos ativos de crédito.

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