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Polícia investiga morte de Isabelle Caracristi em Fortaleza

Imagens mostram passos da jovem antes da queda em prédio na Aldeota; namorado não foi ao velório e é procurado pelas autoridades

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Caso Isabelle Caracristi: Perícia revela lesões encontradas no corpo da jovem, e câmeras de segurança mostram últimas horas dela (Foto: Reprodução/ Instagram)

A investigação conduzida pela Polícia Civil do Ceará busca esclarecer as circunstâncias da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada sem vida na área externa de um condomínio residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza. Laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) apontou que o corpo apresentava marcas “compatíveis com o impacto contra o solo”. Testes toxicológicos realizados não detectaram substâncias de interesse no organismo da jovem.

Câmeras de segurança registram os últimos passos da vítima

Imagens do circuito interno do edifício detalham os momentos prévios à tragédia registrada no domingo (13). Às 17h58, a universitária entrou no condomínio onde dividia residência com o companheiro, João Munhoz. Pouco depois, às 18h32, o homem deixou o prédio desacompanhado.

Cerca de 40 minutos após a saída do parceiro, Isabelle pegou o elevador e se dirigiu à cobertura, situada no 23º andar — o apartamento em que o casal vivia ficava no 15º pavimento. Essa foi a última gravação da jovem com vida. Por volta de 20h40, a estudante foi encontrada morta no pátio comum. João retornou ao local às 22h48.

Mãe da estudante faz desabafo e cobra respostas

O caso ganhou grande repercussão pública após Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, divulgar um relato cobrando explicações sobre a perda da filha. Segundo a professora, a aproximação entre a jovem e o parceiro ocorreu de forma extremamente rápida logo após ela iniciar um estágio profissional: “Ela me falou que o chefe dela havia gostado demais do desempenho. E aí o chefe dela levou para trabalhar diretamente com ele. Menos de 10 dias que ela estava nessa empresa, ela veio me anunciar que estava namorando com esse rapaz”.

A mãe destacou que certos comportamentos do rapaz despertavam desconfiança familiar. Ela relembrou um episódio durante um atendimento médico: “A médica até estranhou e perguntou: ‘É o marido dela?’. Eu disse: ‘Não’. Ele é só um recém-namorado”. Pedidos financeiros também causaram atritos: “Ela vem me falar uma coisa estranhíssima, que ele tinha pedido para usar o cartão dela. Que queria botar uma empresa no nome dela. Gente, eu enlouqueci”.

Isorlanda esteve com Isabelle na véspera do falecimento e chegou a trocar mensagens carinhosas no domingo. Na segunda-feira seguinte, ao notar que havia sido bloqueada pelo namorado da jovem nas redes sociais, foi até o condomínio: “Aí tive a notícia: ‘Dona Isorlanda, a sua filha morreu ontem à noite. E já está no IML’. […] O que aconteceu com a minha filha, que até hoje eu não sei? Por que vocês, essa família onde ela morava, não me avisaram da morte da minha filha? Por que não foram nem no enterro? Eu preciso de respostas”.

Diligências policiais e paradeiro de investigado

Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), quatro testemunhas prestaram depoimento e outras quatro oitivas foram agendadas. As autoridades apreenderam os aparelhos celulares da vítima e da mãe de João, além de um tablet, materiais que serão submetidos a perícia técnica. O namorado da estudante ainda não foi localizado.

Em nota sobre o vínculo profissional dos envolvidos, o escritório de advocacia onde a jovem atuou informou que ela prestou serviços por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto” e pediu demissão por motivos pessoais. A empresa também esclareceu que João exercia “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e foi desligado do quadro da instituição.

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