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Novos radares de velocidade média começam a ser testados no Brasil

Tecnologia vai monitorar trechos rodoviários em oito estados sem a aplicação de multas durante os primeiros meses

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Conheça o novo radar que observa tudo, mas não multa

A Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD) autorizou a realização de testes com radares de velocidade média em rodovias de oito estados brasileiros. A fase experimental terá duração inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Onde a tecnologia será testada

Os equipamentos serão instalados em trechos de rodovias federais e estaduais localizados no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia para eventual adoção em rodovias federais concedidas.

Durante o período de testes, não haverá aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. A iniciativa terá caráter técnico, educativo e experimental, com foco na análise do comportamento dos motoristas nos trechos monitorados.

Como funciona o novo sistema

Diferentemente dos radares fixos tradicionais, que aferem a velocidade em um único ponto da via, o sistema de velocidade média utiliza dois pontos de monitoramento. A tecnologia calcula o tempo gasto pelo veículo para percorrer a distância entre eles e, a partir desse dado, determina a velocidade média desenvolvida ao longo do trajeto.

Em nota, a ANTT informou que a velocidade média registrada pelos equipamentos não poderá, nesta fase, ser utilizada como base para autuações ou penalidades aos condutores. Os locais do experimento também deverão contar com sinalização específica para informar os usuários sobre a realização dos testes.

Rodovias participantes do projeto

Os testes ocorrerão em trechos das rodovias federais: BR-101 BR-414BR-163BR-050BR-381BR-040BR-116 BR-376 BR-277.

E também nas rodovias estaduais: PR-444PR-862PR-151, incluindo a Ponte Rio-Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

O acompanhamento técnico dessas rodovias permitirá que o órgão regulador analise a eficácia da ferramenta antes de definir uma eventual implementação definitiva nas malhas rodoviárias do país.

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