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Censo 2022 revela que salário de PCDs corresponde a 70% da média nacional

Levantamento divulgado pelo IBGE aponta disparidades salariais e desafios na empregabilidade da população com deficiência.

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Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

Descubra os dados do Censo 2022 sobre o rendimento e a taxa de ocupação de pessoas com deficiência no Brasil comparados a quem não tem deficiência.

O rendimento médio dos trabalhadores com deficiência no Brasil ficou em R$ 2.053, o que equivale a aproximadamente 70% dos ganhos de quem não possui deficiência, cuja média registrada foi de R$ 2.890. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos resultados do Censo 2022.

Concentração em setores de menor remuneração

O levantamento demonstrou que a desigualdade salarial se faz presente em todos os ramos da economia. “Em todos os grupos de atividades econômicas, as pessoas com deficiência recebiam menos do que as pessoas sem deficiência. Além disso elas também estavam mais concentradas nas atividades que remuneravam menos, que são serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação”, explica o pesquisador do IBGE João Hallak Neto.

Por outro lado, o segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresentou as melhores remunerações para esse público. Nesse nicho específico, trabalhadores com deficiência receberam em média R$ 3.223, valor que corresponde a cerca de 78% do pagamento obtido por pessoas sem deficiência na mesma área, fixado em R$ 4.146.

Impacto da renda nos domicílios brasileiros

A composição financeira das residências também apresenta diferenças marcantes conforme a presença de moradores com deficiência. Nos lares onde há pelo menos uma pessoa com deficiência, os ganhos oriundos do trabalho corresponderam a 55,7% da receita total da casa, enquanto os 44,3% restantes vieram de outras origines.

Em contrapartida, nas residências sem moradores com deficiência, o trabalho foi responsável por 78,4% do orçamento doméstico, ficando as outras fontes com apenas 21,6% do total.

Taxa de ocupação e barreiras no mercado de trabalho

O estudo apontou ainda que o nível de ocupação das pessoas com deficiência atingiu apenas 29%, indicando que menos de um terço da população em idade ativa estava empregada. Para fins de comparação, a proporção entre as pessoas sem deficiência chegou a 55,8%, quase o dobro do índice registrado para o grupo com deficiência.

De acordo com o Censo 2022, o Brasil contava com 13,71 milhões de pessoas em idade de trabalhar que apresentavam algum tipo de deficiência, sendo que 3,97 milhões estavam efetivamente ocupadas no mercado.

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