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Maior oferta de imóveis em Curitiba desacelera alta dos aluguéis

Acumulado do índice FipeZap nos primeiros nove meses de 2026 registra alta de 6,3% na capital paranaense.

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Maior oferta de imóveis desacelera alta dos aluguéis em Curitiba

O acréscimo de unidades residenciais voltadas para locação em Curitiba exerceu papel fundamental na contenção da alta dos aluguéis na capital paranaense. Mesmo com a expansão na disponibilidade de moradias, o setor imobiliário segue aquecido, impulsionado pela forte busca por imóveis bem localizados e com valores competitivos.

Evolução dos índices e estabilização

Após a expressiva valorização iniciada em 2022, no cenário pós-pandemia, o mercado curitibano demonstra indícios de calmaria. Entre os meses de janeiro e setembro de 2026, os aluguéis acumularam alta de 6,3%. No recorte dos últimos 12 meses, a variação atingiu 8,9%, conforme dados do índice FipeZap. O patamar ficou abaixo da média brasileira, distanciando-se dos reajustes de anos anteriores, quando o indicador ultrapassou a marca de 20% em determinados períodos.

Dados do Secovi Inteligência revelam que a capital registrou em agosto o maior volume de unidades residenciais disponíveis para locação desde o início de 2026. Paralelamente, o indicador de Locação Sobre a Oferta (LSO) alcançou 22,4% no período, o patamar mais elevado desde fevereiro, demonstrando que a demanda continua firme apesar do acréscimo de novas opções no mercado.

Crescimento de domicílios alugados e perfil dos investidores

O avanço das locações reflete-se diretamente na estrutura habitacional da cidade. Em 2025, Curitiba atingiu o maior patamar histórico de domicílios alugados, alcançando 27,5% segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. Isso significa que mais de uma a cada quatro famílias curitibanas vive em imóveis alugados, impulsionadas por juros elevados que dificultam o financiamento imobiliário, pelo aumento de pessoas solteiras e pela chegada de novos estudantes.

Esse cenário impulsiona o desempenho de empresas do setor. A unidade de locações da JBA Imóveis, por exemplo, superou a marca de mil imóveis administrados em pouco mais de seis anos de atuação no mercado local.

“Um número que estava entre as nossas metas, mas que foi alcançado com uma estrutura mais sólida do que a inicialmente projetada, com o crescimento acentuado das locações”, afirma o sócio-diretor da JBA Aluguel, Lucas Delagnelo.

O executivo destaca que a expansão da carteira possibilitou aportes em tecnologia, processos e capacitação da equipe. “Crescer em número de contratos é relativamente fácil. O difícil é crescer sem perder qualidade no atendimento de locatários e também locadores”, diz.

Compactos e a preferência por localização

A chegada de investidores atraídos pela geração de renda com aluguel também transforma a dinâmica urbana. No primeiro trimestre de 2026, 70% dos lançamentos verticais na cidade eram de tipologia compacta, incluindo projetos no modelo build to rent. No entanto, embora os studios ganhem espaço, a maior demanda na carteira da JBA recai sobre unidades de dois dormitórios com cerca de 45 metros quadrados, enquanto o Secovi apontou maior LSO em apartamentos de um dormitório, registrando 23,5% em agosto.

A escolha do endereço continua guiada pela caminhabilidade e proximidade com infraestrutura essencial. O Centro liderou a preferência em agosto, concentrando 14,4% dos contratos firmados na capital.

“Os imóveis mais buscados são os bem localizados, próximos de transporte, comércio e serviços, o que explica o fato de o Centro ter a preferência para aluguel em Curitiba”, avalia Delagnelo.

Inadimplência e garantias contratuais

A segurança financeira para os proprietários completa a engrenagem do setor. Em outubro, o Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft apontou 5,2% no Paraná, o segundo menor índice do país, enquanto o Secovi registrou taxa de 0,9% em agosto para atrasos superiores a 30 dias.

Para mitigar riscos, empresas adotam diferenciais como o repasse antecipado aos locadores. Na JBA, o pagamento ocorre todo dia 15, mesmo se o inquilino ainda não tiver quitado a fatura, graças a rigorosas análises de crédito.

“O aluguel em dia para os proprietários é um grande diferencial, somente possível pela rigorosa análise dos inquilinos e pelo trabalho com garantias sólidas”, afirma.

Com o apoio de modalidades como caução, seguro-fiança, títulos de capitalização e fiadores, o mercado imobiliário curitibano consolida um momento de equilíbrio entre a alta disponibilidade de unidades, o controle nos preços e a segurança jurídica para investidores e inquilinos.

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