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Pai é preso após transmitir abuso sexual contra filha de 2 anos

Denúncia partiu de testemunha em São Paulo que gravou a chamada de vídeo e repassou as imagens para a mãe da criança.

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Transmissão pela internet revela abuso contra menina de 2 anos e termina com pai preso em São José dos Pinhais

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (5), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeito de cometer abuso sexual contra a própria filha, uma menina de 2 anos. O crime foi descoberto na noite de quarta-feira (4), após imagens da violência serem transmitidas ao vivo pela internet.

Como o crime foi descoberto na internet

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito participava de uma chamada de vídeo em uma plataforma virtual com uma mulher residente no estado de São Paulo. Durante a conversa, a testemunha percebeu a presença de uma criança e identificou que a menina sofria atos libidinosos.

Ao ser questionado, o homem confirmou que a vítima era sua filha, desligou a chamada e ingressou em outra sala virtual. A mulher conseguiu gravar parte do conteúdo, material que se revelou essencial para rastrear a localização da vítima e acionar a família.

Reconhecimento familiar e prisão em flagrante

As gravações foram enviadas à mãe da menina, que reconheceu imediatamente a filha, traços físicos do companheiro e detalhes do interior da residência onde a família vivia. Acompanhada do próprio companheiro — que também é pai da criança —, ela procurou uma delegacia para registrar a ocorrência.

No local, ao analisar novos registros, a mãe confirmou que o homem nas imagens era o seu parceiro. Com o apoio da Guarda Municipal (GM), a Polícia Civil confirmou o estado de flagrante e efetuou a prisão do suspeito.

Crimes imputados e declaração oficial

O homem foi autuado por estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro de vulnerável e transmissão ou divulgação de material de violência sexual envolvendo criança. Ele foi transferido para o sistema penitenciário e segue sob custódia da Justiça.

O delegado da PCPR Ronaldo Wenceslau destacou a agilidade no processo de denúncia e captura:

“A rapidez das informações foi fundamental para a identificação do suspeito e a realização da prisão em flagrante. Trata-se de um caso extremamente grave, envolvendo uma criança cuja proteção e preservação da identidade são prioridades absolutas”

Os arquivos coletados serão repassados a outros órgãos especializados no combate a crimes cibernéticos contra a dignidade sexual. A instituição reforça que denúncias de violência infantil devem ser repassadas exclusivamente às autoridades policiais, e jamais compartilhadas nas redes sociais.

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