Mais de 5 milhões de estudantes confirmados se prepararam para os exames marcados para os dias 8 e 15 de novembro, com o Ministério da Educação reforçando o sigilo e a lisura de todo o processo.
Novos protocolos de segurança contra vazamentos
Após episódios anteriores envolvendo a circulação de itens similares nas redes sociais, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira reformulou os métodos de pré-testagem das perguntas para evitar qualquer tipo de vulnerabilidade.
“Como é uma prova com Teoria de Resposta ao Item [TRI], a gente tem que pré-testar a questão para saber seu grau de dificuldade. O Inep fez esses pré-testes de outra maneira, alterou completamente esse protocolo. Há [ainda] o protocolo de confidencialidade e o Inep tem as suas estratégias. Nem o ministro fica sabendo como testam. É bom eu nem saber e ninguém saber”, declarou o ministro Leonardo Barchini durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov.
A Polícia Federal foi acionada na época para investigar a divulgação dos materiais sob suspeita. Contudo, análises técnicas posteriores indicaram que o ocorrido não gerou discrepâncias nas notas finais dos candidatos.
Regras da redação continuam iguais
Os participantes que temiam alterações repentinas na estrutura textual podem respirar aliviados, pois o modelo tradicional foi mantido integralmente para esta edição.
“Não houve mudanças com relação à redação. A gente está discutindo mudanças que serão aplicadas só a partir de 2028. Os estudantes devem ficar tranquilos que esse ano a prova vai ser muito semelhante à prova do ano anterior, com a mesma estrutura da prova. A gente, sim, vai modernizar o Enem, mas isso é um debate para 2028.”
Integração com o Saeb e metas de participação
A partir desta edição, o exame passa a incorporar oficialmente o Sistema de Avaliação da Educação Básica, substituindo a antiga Prova Brasil e abrangendo disciplinas como história, geografia, química e física em um ambiente controlado.
“Com o Enem, vamos estar em ambiente controlado. [O participante] tem o estímulo para fazer a prova, porque o Enem serve também para ingresso na universidade. Os estudantes vão fazer a prova para valer mesmo e nós vamos avaliar”, pontuou o chefe da pasta, ressaltando que a meta para a rede pública é alcançar 70% de frequência dos concluintes.
“Eventualmente, se tiver alguma escola que não atingiu, nós vamos tratar esses casos especificamente, mas no geral há uma confiança muito grande que a gente chegue nos 70% de frequência mínima no Exame Nacional de Ensino Médio”, complementou.
Logística e horários dos portões
Para garantir que todos cheguem aos locais de aplicação, o governo federal articulou junto a prefeituras o reforço no transporte público. No entanto, a expectativa é que 80% dos concluintes da rede pública façam o exame na própria escola onde estudam ou em regiões muito próximas.
“Para aqueles que não irão fazer o Enem bem perto da sua casa, sugiro que acesse a Página do Participante, veja seu local de prova, faça o trajeto antes, veja, especificamente, quais são as linhas de ônibus disponíveis”, recomendou o ministro.
Os portões abrem às 12h e fecham rigorosamente às 13h no horário de Brasília, com início das avaliações às 13h30 em ambos os domingos.








