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Ventania extrema em Maringá deixa rastro de destruição e até quartel dos bombeiros foi atingido; vídeos impressionam

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Ventania extrema em Maringá deixa rastro de destruição e até quartel dos bombeiros foi atingido; vídeos impressionam

Uma ventania com rajadas próximas de 100 km/h provocou destruição em Maringá, no Norte do Paraná, na madrugada desta segunda-feira (2). O temporal atingiu diferentes regiões da cidade e obrigou o prefeito a decretar calamidade. Até o quartel do Corpo de Bombeiros foi afetado. Vídeos que mostram os estragos na unidade impressionam pela dimensão dos danos. Veja os vídeos abaixo.

Rajadas de quase 100 km/h atingiram Maringá na madrugada desta segunda-feira (2) e provocaram destruição em diferentes pontos da cidade. Foto: Plantão Maringá/Reprodução/Redes Sociais

O fenômeno também veio acompanhado de chuva intensa. Entre 0h e 11h15, Maringá acumulou 63,6 milímetros de precipitação na estação do Simepar. Diante dos estragos, o prefeito Silvio Barros anunciou a elaboração de um decreto de calamidade pública para agilizar as ações de resposta e o atendimento à população.

As equipes municipais seguem mobilizadas para atender ocorrências, avaliar os danos e realizar os serviços necessários, com prioridade para a segurança dos moradores.

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Rajadas chegaram a quase 100 km/h em Maringá

Os registros meteorológicos mostram a força do vento durante a madrugada. No aeroporto de Maringá, as rajadas atingiram 96,3 km/h às 3h11, 3h14 e 3h17. Já às 3h30, a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou vento de 96,8 km/h.

Na estação do Simepar em Maringá, a rajada registrada às 3h30 foi de 81 km/h. Os valores são de estações diferentes e, por isso, não representam uma única medição.

O Simepar analisa a situação e ressalta que a destruição provocada pelo vento não depende necessariamente da formação de um tornado. Segundo a explicação do órgão, rajadas lineares de grande intensidade também podem causar danos significativos.

No caso de Maringá, o vento passou de 90 km/h e não precisa girar para causar destruição. Portanto, não precisa ser um tornado para ser destrutivo. Uma rajada linear dessa velocidade destroi muito.

O quartel do Corpo de Bombeiros ficou totalmente destelhado após a ventania que atingiu Maringá; vídeos mostram os estragos. Foto: Plantão Maringá/Reprodução/Redes Sociais

Quartel dos Bombeiros de Maringá foi destelhado

Entre os locais atingidos, o quartel do Corpo de Bombeiros sofreu danos expressivos. De acordo com os bombeiros, o vendaval causou o destelhamento e a queda de uma árvore no interior do quartel.

O prefeito afirmou que uma das primeiras ações da administração foi liberar o acesso e as condições de trabalho para que os Bombeiros e a Copel pudessem atuar no atendimento às ocorrências.

“O Corpo de Bombeiros teve o quartel totalmente destelhado. Nossa primeira ação foi liberar o Corpo de Bombeiros e a Copel para que possam nos ajudar”

disse o prefeito Silvio Barros, de Maringá.

Conforme a nota do Corpo de Bombeiros, a força dos ventos arrancou a estrutura metálica do telhado e a projetou sobre o pátio da unidade, atingindo ao menos cinco viaturas administrativas leves que estavam estacionadas e aguardam avaliação pericial dos danos.

Segundo o Simepar, ventos lineares acima de 90 km/h podem causar destruição mesmo sem a formação de um tornado. Foto: Plantão Maringá/Reprodução/Redes Sociais

Na área operacional, a queda da árvore sobre a estrutura do estacionamento atingiu uma viatura de Auto Ambulância (AA), que sofreu danos leves e segue operante, e deixou uma viatura de Auto Transporte de Materiais (ATM) retida sob os escombros.

“O destelhamento também provocou o alagamento de todas as seções do Estado-Maior (EM) no pavimento superior, incluindo a sala do servidor da unidade. A guarnição de serviço, composta por 10 militares, atuou rapidamente para acessar as seções e proteger computadores e estações de trabalho com lonas, embora possíveis avarias aos equipamentos ainda estejam sendo contabilizadas. O Comando e as equipes de sobreaviso do 5º BBM foram imediatamente acionados para apoio interno”

informou o Corpo de Bombeiros.

Apesar dos danos estruturais significativos, não houve registro de feridos. Os vídeos registrados no local mostram a dimensão dos estragos e reforçam o impacto da ventania sobre a estrutura.

“Para auxiliar na alta demanda gerada pelo temporal na cidade de Maringá, além do empenho máximo das guarnições locais e regionais, o Comando-Geral do CBMPR determinou o envio de equipes de apoio suplementar das cidades de Cascavel, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba. Estes militares reforçarão prioritariamente as operações de corte, poda e desobstrução de vias afetadas por quedas de árvores no município”

concluiu a nota.

Veja os vídeos da destruição em Maringá:

Vídeos: Plantão Maringá/Reprodução/Redes Sociais

Prefeito de Maringá decreta calamidade e descreve cenário como “clima de guerra”

Em pronunciamento nesta segunda-feira, Silvio Barros afirmou que percorreu diferentes avenidas e bairros de Maringá e encontrou uma situação de caos. A Prefeitura anunciou a elaboração de um decreto de calamidade pública para agilizar as medidas de resposta aos danos causados pelo temporal.

“Nós estamos fazendo o decreto de emergência, porque a situação foi um clima de guerra na cidade inteira. Passei por várias avenidas, vários bairros, um caos total”

explicou o prefeito.

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O prefeito também destacou que as equipes municipais trabalham desde a madrugada, mas pediu apoio para ampliar a capacidade de atendimento e restabelecer os serviços de comunicação.

“Nossa equipe está trabalhando desde a madrugada, mas precisamos de reforço, solidariedade, cooperação e reestabelecer as comunicações o mais rápido o possível”

reforçou o prefeito Silvio Barros.

A administração municipal informou que as equipes continuam mobilizadas para avaliar os estragos e executar os serviços necessários, priorizando a segurança da população.

Veja a publicação do prefeito de Maringá:

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Ventos fortes também atingiram outras cidades do Paraná

Maringá não foi a única cidade paranaense a registrar rajadas intensas nesta segunda-feira. Dados das estações meteorológicas do Simepar apontaram ventos acima de 50 km/h em diferentes municípios do estado, entre 0h e 11h.

Altônia registrou a rajada mais intensa da lista, com 109,1 km/h à 0h30. Em Maringá, a estação do Simepar marcou 81 km/h às 3h30.

Confira os registros:

  • Altônia: 109,1 km/h à 0h30
  • Maringá: 81 km/h às 3h30
  • Santa Helena: 72,4 km/h às 8h45
  • Loanda: 64,4 km/h às 9h
  • Cianorte: 56,2 km/h às 5h
  • Capanema: 52,2 km/h à 1h
  • Guaíra: 50,8 km/h às 3h45
  • Palotina: 50,8 km/h às 2h30
  • Umuarama: 50 km/h à 1h30

Os dados são do Simepar e correspondem às rajadas registradas nas estações meteorológicas entre 0h e 11h desta segunda-feira.

Chuva acumulada passou de 60 milímetros

Além dos ventos, a chuva contribuiu para o cenário de instabilidade. Maringá acumulou 63,6 milímetros entre 0h e 11h15 desta segunda-feira, conforme os dados da estação meteorológica do Simepar.

A combinação de chuva intensa e rajadas de vento provocou danos em diferentes pontos da cidade. A Prefeitura mantém equipes mobilizadas para atender as ocorrências, avaliar os estragos e trabalhar na recuperação das áreas atingidas.

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