A proximidade das eleições que definirão o controle do Congresso americano coloca a economia no centro das atenções, com eleitores apontando preços altos e políticas governamentais como causas da inflação.
Cenário econômico contraditório
Apesar do desemprego historicamente baixo e de um crescimento econômico sólido, o clima geral entre os norte-americanos é de insatisfação. A inflação, embora menor que no pico de 2022, continua pressionando o orçamento familiar no dia a dia.
Pesquisas de confiança mostram divergências, com o Conference Board apontando melhora e a Universidade de Michigan registrando baixa quase recorde. O mercado de trabalho se mantém estável, com pedidos de auxílio-desemprego próximos à mínima em 57 anos e taxa de 4,2% em setembro.
O mercado de ações também registrou recordes impulsionados pelo setor de inteligência artificial, ajudando a sustentar os gastos de famílias de maior renda e elevando o PIB a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre.
A visão do governo e o impacto da inflação
“As pesquisas com consumidores podem parecer um pouco pessimistas, mas o comportamento do consumidor está bastante sólido”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, à CNBC na semana passada. “O comportamento das empresas está, na verdade, bastante sólido, e acho que, com a política tributária, a política comercial, a política energética e a política regulatória, temos uma combinação muito boa.”
Apesar disso, a frustração com o custo de vida segue como o principal incômodo das famílias, alimentada por conflitos geopolíticos e pela alta nos combustíveis.
Ações do Federal Reserve
O banco central americano tem atuado para conter a alta de preços, com elevação de juros e perspectiva de novos aumentos, encarecendo o crédito e o financiamento imobiliário.
“Reajuste brusco” Analistas alertam para riscos de desaceleração no boom tecnológico, enquanto taxas de hipoteca acima de 7% dificultam o acesso à casa própria.








