Um motociclista de 32 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (29) após ser atingido por um automóvel no cruzamento da Rua Goiás com a Avenida Juscelino Kubitschek, na área central de Londrina, no Norte paranaense. A vítima, identificada como Lucas Orozimbo, trabalhava fazendo rondas de segurança no momento da colisão.
Como o acidente aconteceu O impacto da batida foi tão forte que o veículo arrastou a motocicleta e ainda colidiu violentamente contra um poste. O condutor do carro foi apontado pelas autoridades como João Henrique Venturine Vecchi, de 37 anos, que se recusou a soprar o bafômetro e acabou detido em flagrante.
O susto nas redes sociais Enquanto levava a sogra para uma consulta médica nas primeiras horas do dia, Rafael se deparou com as filmagens do atropelamento circulando na internet, sem imaginar que o motociclista era seu ente querido.
“De repente meu padrasto me ligou falando que era pra mim [sic] ir lá ajudar a minha mãe, que tinham matado o meu irmão em um acidente na [avenida] JK. Foi justamente o acidente que eu tinha acabado de ver”, o irmão contou.
Desespero no local e impacto familiar Ao chegar rapidamente ao cenário da tragédia, Rafael reconheceu a situação e entrou em desespero ao constatar que o profissional deixou um filho órfão.
“Olha o que ele [motorista] fez com a minha vida, com a minha família. Meu irmão cuida do filho dele de sete anos”, disse.
Consequências legais para o condutor O corpo de Lucas foi encaminhado para a Polícia Científica de Londrina. Já o motorista responsável pelo impacto foi autuado por homicídio culposo na direção, contando com a agravante de embriaguez.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o condutor admitiu aos investigadores que havia ingerido bebidas alcoólicas entre as 21h da véspera e a 1h da madrugada. O delegado Roberto Fernandes pontuou que o suspeito alegou estar a 50 km/h, embora a velocidade real dependa da conclusão dos laudos periciais.
“Ele disse que estava a 50 km/h. Pelas imagens, percebe-se que estava além disso. Mas isso depende do laudo pericial”, o delegado relatou.







