A comunidade de Nova Brasília, situada na Ilha do Mel, recebeu na manhã da última quarta-feira, dia 28, uma etapa prática de preparação da cadela Diva. O animal faz parte do projeto Unidade K9, iniciativa conduzida pela Secretaria Municipal de Segurança de Paranaguá por intermédio da Guarda Civil Municipal (GCM) com foco no reforço das ações de segurança pública.
O papel estratégico da Unidade K9
O programa tem como finalidade primordial capacitar cães para prestar suporte operacional aos agentes de segurança em missões ostensivas e investigativas. A atuação desses animais é direcionada sobretudo para a detecção de substâncias ilícitas, somando esforços com as guarnições empenhadas no patrulhamento cotidiano.
O guarda civil municipal Murilo dos Santos Lopes Pires, integrante da divisão da Unidade K9, explica que o trabalho com cães farejadores tem como objetivo reforçar as equipes que atuam diariamente na segurança pública.
“Essa unidade veio para colaborar com as viaturas de área, com a ROMU, com as especializadas e com os outros órgãos, no faro de entorpecentes”, destaca.
Ambientação em cenários variados
Para que o animal alcance o rendimento esperado em situações reais, a rotina de adestramento engloba a exposição a múltiplos ambientes, garantindo que o cão policial desenvolva familiaridade com diferentes tipos de terreno e estruturas físicas.
Segundo Murilo, a preparação do animal exige contato com diferentes ambientes, para que ele esteja habituado aos locais onde poderá ser empregado durante as ocorrências.
“Esse treinamento visa ambientar o cachorro em diversos cenários que ela possa atuar. Para isso, vamos em todo tipo de local: carro, veículo, casa, ambiente aberto, praia, caminhão. Isso tudo é apresentado para a K9 para que ela já esteja acostumada. Quando estiver participando de alguma ocorrência, ela estará ambientada naquele determinado local”, explica.
Operações integradas na região costeira
As atividades conduzidas em Nova Brasília integram o planejamento estratégico voltado a futuras intervenções na localidade. A meta é habilitar a cadela para atuar em operações conjuntas, inclusive contando com o apoio de unidades especializadas no patrulhamento marítimo.
“Futuras operações que nós já temos em vista, junto com a Patrulha Marítima, a ROMU e talvez outros órgãos das forças de segurança, no faro de entorpecentes”, afirma o GCM.
O cronograma de adestramento da Unidade K9 demanda dedicação constante e estende-se, em média, por um período que varia de quatro a seis meses, preparando o animal para demandas urbanas, praias e áreas de acesso restrito.
Prazos e eficiência no combate ao crime
De acordo com Murilo, o adestramento de um cão policial possui características específicas e exige uma rotina contínua de preparação, sendo estimado o período de quatro a seis meses.
“O adestramento da K9, que não é um pet, ela é um pouco diferente, em torno de quatro a seis meses. Nós só estamos com ela faz dois meses e meio, continuamos em treinamentos, mas já estamos à disposição”, relata.
A utilização de cães farejadores representa um importante recurso de apoio às equipes de segurança, principalmente na localização de substâncias entorpecentes escondidas em locais de difícil identificação.
Murilo destaca que o faro dos animais pode facilitar o trabalho dos agentes durante as buscas.
“Ajuda e facilita, porque o cachorro vai achar. Caso tenha alguma coisa escondida em casa, em rua, no meio do mato, enterrado, ele vai achar. Então facilita muito”, conclui.
Com a evolução contínua das atividades práticas em diferentes pontos do município, a corporação busca consolidar a eficiência da Unidade K9, ampliando a integração entre as forças de segurança que atuam na proteção da população paranaense.







