O projeto de colocar um piloto norte-americano no grid principal da Fórmula 1 ganhou contornos decisivos. Aos 26 anos, Colton Herta está muito perto de assegurar a superlicença da Federação Internacional de Automobilismo, documento obrigatório para competir na principal categoria do automobilismo mundial.
A contagem regressiva para a superlicença
Atualmente, o reserva da Cadillac acumula 39 dos 40 pontos exigidos pela entidade. Para alcançar a marca definitiva, o competidor precisa cumprir uma quilometragem mínima de 100 quilômetros durante uma sessão oficial de treino livre.
Escalado para ir à pista na primeira atividade de pista do Grande Prêmio da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez, o atleta precisará completar pelo menos 24 voltas a bordo do carro da escuderia para preencher o requisito burocrático e consolidar seu plano de carreira.
Desempenho na base e planos futuros
Mesmo enfrentando dificuldades na temporada atual da Fórmula 2, onde ocupa a 19ª colocação geral sem subir ao pódio, a estrutura estadunidense manteve seu cronograma de testes com o piloto ao longo do ano. O contrato prevê a promoção para o time principal caso as metas de pontuação sejam atingidas.
Em paralelo, a equipe avalia o cenário interno, especialmente após críticas públicas direcionadas ao finlandês Valtteri Bottas pelo comando da escuderia.
A visão da liderança da equipe
Durante coletiva de imprensa realizada em Austin, no Texas, o chefe da Cadillac, Marcin Budkowski, comentou sobre a possibilidade de contar com um representante nacional no grid.
– Obviamente, ter um piloto americano em uma equipe americana é uma ótima história. Precisa ser o momento certo e o piloto certo. Mas estamos trabalhando nisso. Estamos trabalhando nisso com Colton (Herta). Falta apenas um ponto para ele obter a superlicença. Há alguns talentos americanos realmente empolgantes subindo pelas categorias também. Vimos Ugo Ugochukwu vencer a Fórmula 3. Temos (Sebastian) Wheldon (filho de Dan) chegando à F3 no ano que vem. Então há muito potencial aqui e obviamente vamos analisar isso – disse Budkowski.
O jejum histórico dos estados unidos
Caso confirme a vaga para a temporada de 2027, o piloto encerrará um período sem titulares norte-idounidenses na elite desde a passagem de Logan Sargeant pela Williams em 2024.
Historicamente, o país busca resgatar os dias de glória na categoria, que não vê um vencedor norte-americano desde o triunfo de Mario Andretti em 1978, ano em que o mesmo Andretti faturou o último título mundial para a bandeira dos Estados Unidos.







