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Alerrandro vira pilar do Inter com Eduardo Baptista no Brasileirão

Atacante recupera espaço na equipe colorada e ganha papel fundamental na estratégia do novo treinador após período no banco

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Alerrandro vira um dos símbolos do Inter de Eduardo Baptista em reação no Brasileirão; entenda

O atacante Alerrandro se transformou na principal personificação da arrancada do Internacional sob o comando do técnico Eduardo Baptista no Campeonato Brasileiro.

A nova fase com Baptista

Depois de passar 12 partidas consecutivas no banco de reservas durante a gestão de Paulo Pezzolano, o centroavante retomou a condição de titular em todos os quatro compromissos sob a tutela do novo treinador. A boa fase ficou evidente no triunfo por 3 a 0 sobre o Botafogo no estádio Beira-Rio, confronto em que permaneceu em campo durante os 90 minutos — feito que havia alcançado apenas outras três vezes desde a sua chegada ao clube.

Estratégia tática e assistências

A presença de um atleta de referência na área permitiu ao comandante colorado modificar a estrutura ofensiva da equipe, dando liberdade para as investidas dos alas Bernabei e Aguirre.

– Eu tenho dois alas. Esses dois alas na fase ofensiva são pontas. Se eu vou ter dois pontas, eu tenho que ter um nove. Isso é um desenho meu, uma convicção minha. Ou se eu não tivesse nove, um atleta que tem uma presença de área. E hoje ele poderia ter feito gol (no lance que originou o gol de Bernabei) – explicou o treinador após o duelo de sábado.

Apesar de ainda buscar encerrar um jejum de 20 partidas sem balançar as redes — o último tento ocorreu em 16 de maio, na goleada por 4 a 1 sobre o Vasco —, o jogador de 26 anos contribuiu com duas assistências desde a troca no comando técnico, incluindo o passe para o terceiro gol diante dos cariocas, marcado por Bernabei. No total da temporada, o atleta soma seis passes para gol e quatro tentos anotados.

Contexto e projeção no clube

O treinador reforçou a importância do foco no trabalho diário para superar os desafios da equipe na competição nacional.

– Não sou encantador de serpente, não tenho falatória bonita. Eu trabalho. Eu falo: é isso que eu quero, é isso que eu vou fazer e vamos pra campo. Eu acho que é campo, é trabalho e o tempo. Essa semana sabia que íamos construir coisas boas. O resultado foi ruim, mas o que eu colhi lá em Mirassol me deu bastante esperança. Mesmo sabendo das dificuldades. É um grupo que tem acreditado. Não só em mim. Acreditado em si, que é possível – declarou o técnico.

Vindo por empréstimo junto ao CSKA, da Rússia, até o encerramento da temporada, o centroavante tenta agora traduzir as boas atuações táticas em gols para consolidar a recuperação colorada.

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