O atacante Neymar Jr. protagonizou uma das maiores polêmicas do futebol nacional neste sábado (24), ao ser expulso da partida entre Santos e Bahia na Vila Belmiro. O camisa 10 perdeu a paciência com Rodrigo Nestor, empurrou o técnico adversário Rogério Ceni e deixou o gramado após um conflito que envolveu a aplicação da Lei Vini Jr.
O início da briga na Vila Belmiro
A confusão começou ainda no primeiro tempo, quando Nestor derrubou Neymar próximo à linha de fundo. Irritado, o santista jogou a bola contra o peito do adversário, que caiu simulando ter levado a mão ao rosto, resultando em um cartão amarelo para o craque. A tensão aumentou minutos depois, culminando no gol do Bahia marcado por Luciano Juba. Reclamando de falta no lance, Neymar foi tirar satisfações com a arbitragem e acabou empurrando o técnico Rogério Ceni.
No intervalo, Rodrigo Nestor desabafou sobre a atitude do atleta santista em entrevista ao SporTV: “Fui dar a mão para ele e ele jogou a bola em mim. Depois eu escutei uma série de coisas. Eu fui muito bem educado pela minha mãe e pelo meu pai, eu agradeço muito, sei do lugar que eu vim. Eu acho que ele é um ídolo para todo mundo como jogador, mas hoje ele falhou muito como pessoa pela forma como ele falou”, declarou o atleta.
Expulsão e revolta com a Lei Vini Jr.
Na etapa final, após novas provocações e o uso da mão na boca para falar com o rival, Nestor pediu a aplicação da Lei Vini Jr. ao árbitro Sávio Pereira Sampaio. Após checagem no VAR, o cartão vermelho foi aplicado. Ao deixar o campo, o camisa 10 comentou o lance com a imprensa:
“A gente estava na resenha no meio de campo, brincando, um dando risada com o outro, aí eu fui falar com o Nestor, eu errei mesmo em colocar a mão na boca, mas eu nem tinha falado nada e ele levantou a mão. É o maior safadeza do futebol! Mais eu vou pegar o Nestor ainda”, afirmou.
Nas redes sociais, o jogador continuou disparando contra o meia baiano: “O que o Nestor fez comigo hoje eu acho que é muito sério. Sério por quê? Porque é uma lei criada contra o racismo. E ele quis se beneficiar no jogo por um ato que eu botei a mão na boca e nem cheguei a falar nada para ele. Obviamente a gente estava se xingando, trocando farpas ali, e está tudo certo, é do futebol. Só que o que ele fez é muito sério. Se é uma lei criada pelo racismo, como é que ele pode fazer essas coisas? É algo surreal, estou muito triste com o que aconteceu porque ele foi muito safado, de verdade”, disse.
O atacante também rebateu as críticas sobre sua educação: “Vi uma entrevista dele falando que eu xinguei, que ele não pode falar porque tem crianças assistindo… Mano, ele simulou! Eu joguei a bola na cintura dele, ele meteu a mão na cara. E ele quer dar exemplo de quê? Falou de educação… Irmão, eu também tenho educação. E outra coisa, eu sou homem, mano. O que você fez não se faz, você não pode fazer isso com ninguém”, desabafou.
Por fim, o atleta garantiu que dormirá tranquilo: “E quem criou essa lei aí, cuidado, mano. Cuidado, porque pode existir safadeza no meio e acontecer o que aconteceu comigo. Vou para casa agora, estou de cabeça limpa, obviamente chateado porque fiz merda, dei oportunidade de um idiota aparecer. Valeu, Nestor! Eu pelo menos vou dormir de cabeça tranquila. Tu, com a tua safadeza, tu não vai não. Essa lei é para o racismo, irmão, não é para você usar a teu favor não, morou?”, completou.
Leitura labial revela xingamentos em campo
No domingo (25), o dublador Velloso divulgou uma análise de leitura labial da partida. Segundo o material, os atletas trocaram diversos insultos ao longo do jogo, incluindo ofensas pesadas e ameaças ditas por Neymar antes e depois de receber o cartão vermelho, além de promessas de retaliação vindas de companheiros de equipe do Santos na saída do gramado.







