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Dandara Couto revela marcas no corpo e relembra sumiço em SP

Jovem passou três dias caminhando sem dormir pelas ruas da capital paulista antes de ser localizada e iniciar apoio de saúde mental.

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Dandara Couto relata o que viveu durante desaparecimento e mostra marcas no corpo: “Aprendi muito” Dandara Couto

A modelo Dandara Couto, de 27 anos, recorreu às redes sociais para detalhar a rotina exaustiva e solitária que enfrentou enquanto esteve afastada de familiares. Por meio de publicação no Instagram, a jovem exibiu escoriações nos braços e nos pés, além de relatar episódios de insônia e o suporte que encontrou com pessoas anônimas enquanto perambulava por São Paulo.

Três dias de caminhada e apoio de anônimos

Para contextualizar o clima vivenciado nas ruas, a modelo iniciou a mensagem citando a canção “Ainda Há Tempo”, do cantor Criolo: “As pessoas se olham e não se falam, se esbarram na rua e se maltratam”. Ao refletir sobre a própria trajetória no intervalo em que esteve sumida, ela reforçou a solidão da experiência.

“Eu sou a única que carrega a memória do que aconteceu nesses três dias. Eu sei que andei e, a todo momento, conversei com o meu Ori”, compartilhou a jovem, completando o pensamento em seguida: “Pedi permissão para me abençoar, pedi perdão pelo que passei, mas, às vezes, a nossa mente vai para lugares que não sabemos ao certo, e a única coisa que podemos fazer é confiar em Deus”.

Durante as andanças pela capital paulista, Dandara explicou que a sobrevivência dependeu do auxílio recebido de pedestres. “Eu não dormi, só pedi água para beber, e duas pessoas na rua me ofereceram comida, a qual só comi no último dia, quando já não aguentava mais. De resto, é história”, detalhou.

Crítica à dependência digital e lições

Apesar de recordar passagens marcantes, a modelo admitiu que certos momentos ainda estão confusos na memória. “Eu não sei o que ocorreu entre a notificação do meu desaparecimento e o momento em que peguei meu celular. Mas o que eu sei é que ando meio cansada. A cada pessoa com quem falo, tento acender o fogo, fazer com que abandonem a liturgia, mas a epidemia das telas é maior que esse corpo”, pontuou.

Na sequência, a influenciadora fez uma reflexão voltada à desconexão humana decorrente do uso excessivo de aparelhos eletrônicos. “Ninguém mais sabe como chegar a um lugar sem um guia (aprendi isso no meu corpo). Então, vamos nos educar, nos questionar e ser o guia externo que o nosso interno busca, para, assim, transformar. Que, a cada nova oportunidade, prefiramos fazer o belo, de consciência limpa e coração leve”, escreveu.

Ao exibir as lesões corporais, ela enfatizou a transformação interna que a vivência extrema provocou: “Aprendi muito, principalmente a cuidar da saúde da minha mãe. E ainda tenho esperança de que mais gente possa aprender com tudo isso também. De uma modelo, eu fui ser ninguém”.

Mobilização e foco no cuidado psicológico

O caso mobilizou a internet desde a manhã de 5 de outubro, momento em que a jovem foi vista pela última vez na região de Pinheiros, na Zona Oeste paulistana, próximo à Rua Cristiano Viana. Dois dias depois, em 7 de outubro, Dandara foi finalmente encontrada.

Na ocasião do desfecho, os parentes divulgaram agradecimentos a quem participou dos compartilhamentos e rebateram comentários de cunho preconceituoso ou alegações falsas sobre o uso de entorpecentes. Dias após ser localizada, a jovem confirmou que conta com assistência especializada para se recuperar: “Já estou sendo cuidada, recebida com todos os profissionais adequados para esse momento. Saúde mental é importante, sim, muitas coisas aconteceram. Mas agora é ir pra próxima. Limpa, limpa, limpa, limpa e bora. Obrigada, obrigada de coração mesmo”.

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