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Policial decifra pedido de pizza no 190 e salva bebê asfixiado

Ação rápida da Polícia Militar em São Bernardo do Campo resultou na prisão de agressor e resgate de recém-nascido.

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Mulher liga para PM para “pedir pizza”, agente decifra denúncia e se surpreende com descoberta; ouça áudio PM pizza. (Foto: Michael Förtsch e Aurélien Lemasson-Théobald/Unsplash)

Uma ligação incomum para o número 190 resultou na prisão de um suspeito de violência doméstica e no salvamento de um recém-nascido de três meses no Jardim Jussara, localizado em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.

A estratégia do pedido disfarçado

A ocorrência teve início no último domingo (18), quando a mãe da criança entrou em contato com a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) fingindo encomendar uma refeição para conseguir socorro sem levantar suspeitas do agressor.

Segundo o relato repassado aos oficiais, a vítima vinha sofrendo constantes ameaças e agressões físicas por parte do ex-companheiro. Em meio a uma das investidas violentas, o homem raptou o bebê e o levou para sua própria moradia, mantendo as intimidações contra a mulher.

O diálogo estratégico com o atendente

Durante o telefonema de emergência, a tensão foi mantida sob controle graças à percepção do atendente.

“Boa noite. É da pizzaria?”, perguntou a mulher durante a ligação ao 190. Um policial questionou se estava tudo bem. A mãe do bebê disse que não e simulou um pedido. “Por favor, me avisa quando estiver chegando”, comentou.

Com as equipes táticas já mobilizadas e posicionadas nas proximidades, a Central de Operações retornou a chamada para a vítima, sustentando o disfarce ao confirmar que a suposta “pizza havia chegado”.

Resgate e prisão do suspeito

De posse das coordenadas repassadas, os policiais realizaram incursões na comunidade até acharem o imóvel indicado. No interior do domicílio, o cenário era crítico: a criança estava abandonada sozinha sobre uma cama, com vestimentas jogadas sobre o rosto, o que bloqueava suas vias aéreas e impedia a respiração adequada.

Os militares agiram prontamente retirando os tecidos para restabelecer o fluxo de ar do menino. Simultaneamente, diligências foram iniciadas na região até a captura do indivíduo, que tentou justificar o abandono afirmando ter se ausentado por pouco tempo.

Todo o desdobramento, desde a chamada telefônica até a abordagem, foi documentado pelas câmeras corporais acopladas aos uniformes dos agentes de segurança. O caso foi formalizado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, onde o homem foi autuado e permanece recluso à disposição do Poder Judiciário.

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