–:–:–
Conecte-se conosco

França convoca militares e prepara megaoperação contra novos protestos

Governo admite falhas de segurança após onda de saques e violência generalizada que atingiu grandes cidades francesas.

22 visualizações
França vai mobilizar militares contra protestos em grande operação de segurança

O governo da França confirmou que vai reforçar o efetivo policial com o apoio de tropas militares e realizar uma ampla operação de segurança para os atos convocados para o próximo sábado. A decisão ocorre após o reconhecimento oficial de falhas na contenção da violência extrema registrada no último fim de semana.

Estratégia de segurança e reforço militar

Em meio a um debate parlamentar tenso, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou a atuação conjunta entre as forças policiais e os militares. A medida faz parte de uma reformulação tática exigida após críticas severas sobre a vulnerabilidade dos centros urbanos durante os distúrbios que afetaram capitais regionais.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu declarou: “A mobilização no próximo sábado será maciça”. O chefe de governo também classificou a crise atual como uma escolha “entre a violência e a República”, apontando responsabilidade de grupos radicais nos atos de vandalismo.

Impacto econômico e falhas assumidas

As autoridades admitiram erros operacionais graves, incluindo falhas no serviço de inteligência, posicionamento inadequado das tropas e a manutenção de folgas para agentes de segurança durante o período crítico.

O ministro Nuñez assumiu a responsabilidade pelos episódios e declarou: “Lamento profundamente o que aconteceu. Aceito minha parcela de responsabilidade”. O impacto financeiro já atinge o setor privado, com a rede Carrefour reportando prejuízos milionários decorrentes de furtos e depredações.

Novas manifestações e contexto político

Apesar das medidas de controle, como toques de recolher localizados, novos grupos anunciaram mobilizações. A principal união estudantil, Unef, confirmou que manterá os atos e publicou nas redes sociais: “Vamos continuar”. Paralelamente, o movimento dos coletes amarelos retomou chamados para protestar contra o custo de vida e os preços dos combustíveis.

Mais em Mundo

Ver tudo →