O governo equatoriano voltou a escoar o óleo bruto de companhias da Colômbia através de sua principal infraestrutura de transporte energético, superando um período prolongado de paralisação nas operações entre os dois países vizinhos.
Impacto financeiro e volume transportado Com o reinício das atividades, a Petroecuador confirmou que cerca de 11,9 mil barris diários voltam a circular pela estrutura, reativando o acordo firmado em 2024.
Essa movimentação comercial garante ganhos mensais de US$ 1,4 milhão aos cofres públicos do Equador, totalizando uma projeção superior a US$ 16 milhões anuais.
Rota logística e capacidade operacional O trajeto do óleo cru abrange uma extensão de aproximadamente 500 quilômetros, partindo da região amazônica de Lago Agrio até o litoral pacífico, terminando no porto exportador de Esmeraldas.
A companhia estatal garantiu que a estrutura escoadora funciona em sua capacidade máxima, ao passo que a extração interna se mantém equilibrada em 371 mil barris diários.
Origem do conflito bilateral A normalização do fluxo logístico sucede um período de intensas divergências econômicas e tarifárias ocorridas no início de 2026. Na época, a administração liderada por Daniel Noboa estabeleceu uma sobretaxa inicial de 30% para mercadorias colombianas, posteriormente dobrada para 100%.
Paralelamente, a tarifa para o trânsito do óleo bruto sofreu reajustes, motivando a paralisação do serviço por parte da Colômbia.
O líder equatoriano argumentou que a cobrança funcionava como um mecanismo de proteção fronteiriça, criticando a suposta ausência de fiscalização efetiva por parte do país vizinho na divisa.
Em resposta ao cenário de tensões, a gestão do então presidente Gustavo Petro refutou os argumentos e aplicou taxas equivalentes sobre mercadorias vindas do território equatoriano.








