A principal figura da oposição na Venezuela, María Corina Machado, declarou que o governo dos Estados Unidos a manteve de fora das tratativas diplomáticas conduzidas nesta semana na capital venezuelana. A rodada de diálogo envolveu representantes da gestão da presidente interina, Delcy Rodríguez, e alas opositoras.
Diálogo político em Caracas A manifestação da líder política ocorreu durante entrevista concedida ao jornal The New York Times e publicada em uma sexta-feira (16). Na ocasião, ela também garantiu que planeja regressar ao território venezuelano “antes do que imaginam”.
Contraponto de Washington Em resposta às declarações da opositora, o Departamento de Estado norte-americano negou a exclusão. O órgão argumentou que a legenda liderada por ela participou dos convites para os encontros e acrescentou que a ativista “tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser”.
Críticas a acordos e futuro econômico Durante a conversa com a imprensa, a opositora direcionou questionamentos ao empresário Alejandro Betancourt, associado a entendimentos com a administração de Donald Trump com foco na exploração de reservas petrolíferas locais.
A ativista classificou o empresário como “um dos principais responsáveis pelo sofrimento” da nação e descartou a participação dele em uma eventual gestão sob sua liderança ou influência.
Garantia aos contratos legais Apesar das críticas, a figura oposicionista indicou que acordos vigentes poderão ser preservados, desde que estejam de acordo com as leis locais. “Quero ser muito clara: se esses contratos que estão sendo assinados cumprirem a lei venezuelana, serão respeitados”, afirmou. Segundo ela, o país necessita assegurar estabilidade, segurança jurídica e respaldo institucional para captar capital estrangeiro.
Justiça e direitos humanos Por fim, María Corina defendeu a apuração de crimes contra os direitos humanos e sugeriu a criação de uma comissão da verdade autônoma. “As pessoas exigem justiça, e isso é absolutamente legítimo”, afirmou.







