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Família Matsunaga é feita refém em invasão domiciliar em São Paulo

Ação policial terminou com três suspeitos mortos e um PM ferido no bairro Alto de Pinheiros

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Família Matsunaga tem casa invadida e é feita refém em SP; três suspeitos são mortos Foto: Reprodução/Record; Arquivo Pessoal

A residência dos pais de Marcos Matsunaga foi invadida por criminosos nesta quarta-feira (14), no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Seis pessoas da família foram feitas reféns durante a ação criminosa.

Ação da Rota e confronto

Equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram mobilizadas e se dirigiram rapidamente ao endereço após receberem o chamado de emergência. Durante a intervenção policial, houve troca de tiros e três dos suspeitos foram baleados, não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito no local. Um quarto participante do crime acabou sendo capturado pelas autoridades sem sofrer ferimentos.

Durante o confronto armado, um policial militar acabou sendo baleado. O agente recebeu atendimento médico imediato e foi levado ao Hospital das Clínicas, onde se encontra internado sem risco de morte.

Libertação dos reféns

Conforme dados divulgados pelas autoridades policiais, todos os civis mantidos em cativeiro foram resgatados em segurança e sem nenhum ferimento. Até o momento, a corporação não especificou quais parentes do empresário compunham o grupo de reféns.

Histórico de violência e assalto anterior

Esta ocorrência marca a segunda invasão registrada no imóvel de Mitsuo e Misaki. Em agosto de 2023, o casal idoso e a neta — filha de Marcos e Elize — também foram alvos de criminosos, que os renderam e amarraram suas mãos. Naquela ocasião, os assaltantes roubaram aproximadamente R$ 20 mil em espécie, peças de joalheria, relógios de pulso, aparelhos celulares, um computador portátil e duas armas de fogo registradas em nome de Mitsuo.

Relembre o caso Matsunaga

O empresário Marcos Kitano Matsunaga era o principal executivo da indústria alimentícia Yoki quando foi assassinado e esquartejado por sua esposa, Elize Matsunaga, em maio de 2012, aos 41 anos de idade. Os restos mortais da vítima foram deixados em áreas de vegetação na Grande São Paulo.

Elize recebeu condenação de 19 anos, 11 meses e um dia de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado e destruição e ocultação de cadáver. Posteriormente, em 2019, a equipe jurídica obteve uma revisão que diminuiu o tempo de reclusão para 16 anos e três meses. A liberdade condicional em regime aberto foi concedida em 2022 em decorrência da conduta carcerária exemplar.

O homicídio ocorreu no apartamento onde o casal residia, situado no bairro Vila Leopoldina, na capital paulista. O imóvel em questão retornou ao mercado imobiliário em julho do mesmo ano. Após um extenso litígio judicial sobre a posse do bem, os familiares do executivo decidiram disponibilizar o espaço para comercialização pelo valor de R$ 2,8 milhões.

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