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Rebeldes houthis assumem ataque a aeroporto saudita e novas ameaças preocupam o reino

Ação armada deixou dezenas de feridos e mortos em Riad, expondo fragilidades na segurança do território saudita.

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Houthis reivindicam ataque mortal em Riad e fazem novas ameaças à Arábia Saudita

O grupo iemenita dos houthis, que possui aliança com o Irã, assumiu a responsabilidade pelo atentado ocorrido no sábado (11) contra o terminal aéreo internacional de Riad, episódio que resultou em 13 mortes e mais de 300 feridos. A confirmação ocorreu no mesmo dia em que autoridades sauditas registraram novas vítimas em um segundo ataque ao local.

Impacto na infraestrutura e vulnerabilidade defensiva

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita comunicou que um artefato não identificado atingiu o aeroporto no domingo, gerando um incêndio cujos prejuízos ainda passam por apuração da aviação civil. Paralelamente, sistemas de defesa antiaérea conseguiram interceptar um míssil de cruzeiro nas imediações do Aeroporto Internacional Rei Khalid.

Essas investidas revelaram fragilidades operacionais nas forças sauditas, em um momento em que o país conduz bombardeios aéreos no Iêmen. A ofensiva busca dar sustentação à guerra terrestre travada pelo governo iemenita contra a facção apoiada por Teerã.

Reivindicações e novas ameaças armadas

Em pronunciamento televisivo transmitido no domingo, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, também declarou que o grupo executou ações contra o aeroporto de Dammam, situado na Província Oriental, além de duas unidades da companhia petrolífera Saudi Aramco. Até o momento, o governo saudita e a empresa não emitiram confirmações oficiais sobre esses episódios.

Em comunicado divulgado anteriormente na rede social X, os insurgentes emitiram um aviso severo: “Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo sauditas, pois eles estão vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em (cidades sagradas de) Meca e Medina.”

O texto prosseguia com outra advertência direta: “Exortamos todos a levarem nossos alertas a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas.”

Escalada do conflito e posição internacional

As tensões na região aumentaram após a intensificação das operações militares sauditas no Iêmen nas últimas semanas, motivadas pela conquista de territórios estratégicos na costa do Mar Vermelho pelos rebeldes. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores iemenita sob controle houthi declarou que novas investidas do reino provocarão uma retaliação severa baseada na reciprocidade.

Conforme veiculado pela emissora de TV Al Masirah, a pasta pontuou: “A menos que o inimigo saudita pare com sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser”.

Diante do cenário de instabilidade, o presidente Donald Trump afirmou no sábado que o governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de integrar os ataques ao lado dos sauditas. A movimentação acende alertas sobre uma ampliação do conflito, que já se conecta com as hostilidades mais amplas envolvendo o Irã no Oriente Médio.

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