A famosa passarela das Cataratas do Iguaçu, situada em Foz do Iguaçu, no oeste paranaense, teve o acesso suspenso na manhã deste domingo (11). A decisão ocorreu logo após a vazão do Rio Iguaçu saltar para aproximadamente 8,8 milhões de litros de água por segundo, marca que representa quase seis vezes o patamar histórico de 1,5 milhão de litros por segundo.
Impacto na visitação turística Iniciada às 8h, a interdição teve caráter estritamente preventivo para garantir a integridade física dos turistas diante do forte volume de água nas quedas.
Apesar do bloqueio na estrutura que leva mais perto da garganta do diabo, o Parque Nacional do Iguaçu seguiu com as portas abertas para o público, mantendo liberados os mirantes e a tradicional Trilha das Cataratas.
Outros caminhos bloqueados Por precaução, os trajetos conhecidos como caminhos das Bananeiras e do Poço Preto também foram fechados temporariamente. Conforme a administração da unidade de conservação, esses trechos podem sofrer com pontos de alagamento em decorrência da alta no nível do rio.
Origem do fenômeno e monitoramento A elevação expressiva no volume de água decorre das precipitações recentes registradas na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, que cruza o estado do Paraná.
Até o momento, não existe uma estimativa exata para a liberação da travessia. De acordo com a concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela exploração turística do local, o acesso só voltará a receber público quando o fluxo hídrico baixar para patamares seguros e sem riscos de novas cheias.
Tanto os profissionais da empresa quanto os agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidade que administra o parque federal, continuam acompanhando de perto o comportamento do rio.







