O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Marco Aurélio Bellizze ordenou que a empresa Meta apresente esclarecimentos urgentes a respeito de denúncias feitas pela equipe que coordena a tentativa de recondução ao cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação jurídica da candidatura apontou supostas barreiras no impulsionamento de publicações nas plataformas digitais controladas pela companhia norte-americana.
Acusações de favorecimento na web A coligação governista protocolou uma representação no tribunal apontando indícios de manipulação no alcance das postagens, além de apontar falhas na eliminação de perfis falsos que utilizam tecnologia de inteligência artificial para desferir ataques contra o atual chefe do Executivo. Diante das alegações, a corte estabeleceu um limite de dois dias para que a corporação responda a questionamentos fundamentais sobre seus algoritmos, métricas, moderação de mensagens e eventuais redes de apoio ao adversário político Flávio Bolsonaro.
Questionamentos e exigências da justiça O ofício enviado pelo magistrado exige detalhes sobre os critérios de moderação aplicados desde o início oficial da disputa eleitoral, as razões para a interrupção temporária na conta de anúncios e a eventual presença de perfis automatizados promovendo conteúdos contrários ao governo.
Posicionamento oficial da big tech Em nota, a Meta afirmou que as alegações da campanha petista são “simplesmente falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”.
“Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz o texto da assessoria da empresa norte-americana.
O episódio ganhou repercussão quando aliados do governo relataram instabilidades que impediram a divulgação paga de materiais no feed do Instagram, gerando suspeitas de interferência no pleito e retomando atritos anteriores entre a chapa presidencial e as redes sociais.







