O Ministério da Educação confirmou a construção de uma nova estrutura para substituir as instalações devastadas pelo fogo na Universidade Federal de Pernambuco.
cronograma e projeto da nova estrutura
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve no campus e informou que os trabalhos começarão logo após a finalização da perícia policial, prazo estimado em um mês.
“Houve uma perda muito grande nesse prédio em que funcionam vários laboratórios, entre eles o Nupit [Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino], com pesquisas muito importantes para a Universidade Federal de Pernambuco e para o Brasil”, disse o ministro.
O plano arquitetônico seguirá o modelo adotado no campus de Sertânia e abrangerá uma área de aproximadamente 7 mil metros quadrados, representando o dobro da superfície anterior. O orçamento previsto para a edificação é de R$ 28 milhões, enquanto a reposição total de equipamentos e recursos elevará os gastos globais.
“O levantamento inicial nos mostra que é algo na ordem de R$ 100 milhões em investimento, e faremos todo esse investimento”, pontuou o chefe da pasta.
garantia de continuidade para pós-graduandos
A comunidade acadêmica afetada pelo sinistro receberá suporte para que os cronogramas de estudo não sejam interrompidos. Alunos de pós-graduação com auxílios financeiros terão os prazos prorrogados.
Alunos em fase de conclusão de doutorado contarão com um edital específico para intercâmbio internacional em laboratórios parceiros estrangeiros.
“Esses estudantes não terão prejuízo. Manterão suas bolsas e poderão finalizar suas pesquisas. Os estudantes de mestrado também poderão acionar esse programa ou fazer parte de sua pesquisa em outras universidades brasileiras”, declarou Barchini.
O dirigente máximo da instituição, Alfredo Gomes, pontuou que 200 teses e dissertações ocorriam nos espaços atingidos, cujos materiais pereceram por completo. Contudo, ele descartou perigos de contaminação nos arredores, incluindo os alojamentos discentes.
investigações da polícia federal
A Polícia Federal foi acionada não apenas para apurar a origem das chamas, mas também em decorrência de intimidações virtuais direcionadas à instituição de ensino.
“É um absurdo que uma instituição pública com a tradição que tem a universidade federal seja alvo de ataques nas redes sociais. Repudiamos profundamente essa atitude. Pedimos abertura de investigação em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças à nossa comunidade estudantil”, disse o reitor.
Para contornar os riscos estruturais, equipes policiais empregaram drones e robôs na varredura visual do local sinistrado, aguardando a liberação técnica para o ingresso dos peritos criminais.
“Estamos aguardando uma definição em relação à segurança do prédio para saber se os peritos podem entrar”, explicou o delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos.
Especialistas do Instituto Nacional de Criminalística foram deslocados para o estado para auxiliar na apuração pericial, que atua em frentes paralelas para esclarecer a origem térmica e a linha do tempo dos acontecimentos.
“São duas frentes: tentar identificar o que deu início ao fogo e tentar reconstituir a dinâmica dos fatos nos momentos que antecederam esses eventos”. disse o delegado.







