O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou nesta 5ª feira (8.out.2026) contra a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que exigiu o início imediato da pena imposta a seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo no canal do político no YouTube, após a condenação de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto por coação no curso do processo, além da determinação para apreender o passaporte do ex-parlamentar.
Reação política no Legislativo Durante a live, o parlamentar criticou a decisão judicial e declarou que a nova composição do Legislativo federal terá força para retaliar as ações da Corte.
“A resposta que eu tenho para dar ao Alexandre de Moraes, na verdade, foi o povo que já deu através da quantidade de senadores —que é a parte do Poder Legislativo com competência para fazer o impeachment de ministro do Supremo […] Não por acaso, chegamos a quase 50 senadores que declaradamente são a favor do impeachment de ministro logo de largada”.
Alianças partidárias e mandado De acordo com as estimativas apresentadas pelo candidato à Presidência, a articulação envolveria a bancada do PL unida a parlamentares do Novo, União Brasil, Republicanos, Progressistas e Podemos, legendas que teriam demonstrado alinhamento político. Simultaneamente à repercussão política, a determinação do magistrado incluiu a expedição de um mandado de prisão enviado à Polícia Federal, além do registro do nome do ex-deputado no banco nacional de mandados.
Origem da condenação judicial A sentença contra Eduardo Bolsonaro foi proferida em junho deste ano, decorrente de sua atuação nos Estados Unidos para pressionar ministros da Suprema Corte durante o julgamento da ação penal que envolveu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado em setembro de 2025 e atualmente em prisão domiciliar. O ex-deputado está em território norte-americano desde o final de fevereiro de 2025, tendo oficializado em março daquele ano o afastamento de suas funções na Câmara dos Deputados para residir no exterior e combater o que classificava como perseguição política contra seus familiares.
Entenda o crime atribuído O embasamento legal da condenação recai sobre o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal brasileiro, que tipifica a conduta de empregar violência ou grave ameaça contra magistrados, partes, testemunhas ou qualquer interveniente em procedimentos judiciais, policiais ou administrativos com o intuito de beneficiar interesses próprios ou de terceiros.







