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Caiado vai consultar Kassab antes de decidir apoio no segundo turno

Ex-governador de Goiás terminou a disputa presidencial na quinta colocação e garantiu que manterá sua linha política

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Caiado conversará com Kassab antes de definir apoio no 2º turno

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste domingo (4.out.2026) que irá dialogar com Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda e candidato a vice em sua chapa, antes de anunciar qual será sua postura no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto.

Alinhamento partidário e coerência política

Após a divulgação dos resultados oficiais, o político garantiu aos jornalistas que manterá sua linha de conduta ao longo do processo eleitoral. “Neste momento, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, declarou.

Desempenho nas urnas e segundo turno

Com a apuração alcançando 99,6% das urnas às 22h30 do mesmo domingo, o candidato do PSD conquistou a quinta colocação geral, acumulando 2,19% dos votos válidos, o que representa aproximadamente 2,6 milhões de eleitores. A disputa pelo comando do país no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, ocorrerá entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Balanço da campanha e histórico eleitoral

Durante a avaliação de sua jornada nas urnas, a segunda tentativa de chegar à Presidência da República — a primeira ocorreu em 1989, quando terminou em décimo lugar com cerca de 489 mil votos (0,72% dos válidos) —, o político expressou gratidão a Kassab e ressaltou o orgulho pela trajetória construída.

“Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, com honra, com dignidade, com coragem e com responsabilidade daquilo que foi representar o meu povo goiano no cenário nacional”, pontuou.

Futuro político e críticas ao pleito

Aos 77 anos, o ex-chefe do Executivo estadual sinalizou que pretende seguir participando da vida pública, embora ainda não tenha definido se concorrerá a novos cargos eletivos. Ao analisar o pleito atual, ele o definiu como incomum e apontou falhas na dinâmica de embates entre os postulantes ao cargo máximo do país.

Conforme sua avaliação, debates sobre economia e segurança pública acabaram perdendo espaço para outras pautas ao longo da campanha nacional.

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