A quarta-feira (30) foi marcada por intensa movimentação dos presidenciáveis, que incluíram caminhadas, carreatas, panfletagens, encontros com apoiadores e sabatinas em rádios e podcasts na reta final da disputa eleitoral.
Candidatos percorrem estados com carreatas e panfletagens
No estado de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) realizou carreatas em Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia. Durante os atos, o postulante defendeu avanços no desenvolvimento tecnológico com foco em liberdade de criação.
“O Brasil não pode ser comprador de tecnologia. O Brasil tem que estar num passo avançado. É código aberto, é liberdade para que a inteligência possa produzir as melhores plataformas para que a gente desenvolva o nosso país”, disse.
Samara Martins (UP) realizou panfletagem no Centro de Ensino Técnico e Formação Profissional (CETEF) e participou de uma assembleia com moradores da ocupação Eliana Silva, ambos na capital mineira. Já Edmilson Costa (PCB) distribuiu panfletos na Feira do Guará e no terminal de metrô do Distrito Federal, além de almoçar com eleitores na Feira da Ceilândia.
Em Pernambuco, Rui Costa Pimenta (PCO) esteve no Recife para o encerramento de sua campanha na sede do Sinttel. Por sua vez, Renan Santos (Missão) encontrou apoiadores em Duque de Caxias (RJ) e Juiz de Fora (MG), encerrando o dia com um ato público no centro histórico de Petrópolis. Hertz Dias (PSTU) cumpriu agenda em Belém, com passagem pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, onde defendeu pautas trabalhistas.
“Defendemos o fim da escala 6×1, sem redução de salários e direitos, e a redução da jornada de trabalho para que os trabalhadores tenham mais tempo para suas famílias, estudos, lazer”, afirmou.
Entrevistas, propostas econômicas e reforma política
Nas sabatinas e entrevistas do dia, Augusto Cury (Avante) participou do canal Inteligência LTDA em São Paulo, defendendo cortes de despesas do Estado e a redução dos juros básicos.
“Se o governo for menos gastador, menos irresponsável fiscalmente, vamos ter, em um ano, uma taxa Selic em 7% a 8%. Cada 1% que temos a menos na Selic, pagamos R$ 100 bilhões a menos para rolar a dívida federal”, disse.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista a um conjunto de podcasts e criticou o financiamento público de campanhas ao defender alterações estruturais na política.
“Hoje, sou taxativamente contra [os dois fundos]. Acho que levou os partidos políticos a uma coisa chamada promiscuidade. Se depender da minha vontade pessoal, vou acabar com isso”, disse Lula. O petista ainda precisou cancelar um comício previsto para Juiz de Fora (MG) devido às fortes chuvas na região.
A rodada de entrevistas ainda contou com Clariana Barão (DC) conversando com a Rádio Cultura de Cuiabá e Wilson Grassi (Democrata) participando do Sevilla Cast.
Desistência e ausências na agenda pública
O cenário da disputa sofreu uma alteração com Leonardo Avalanche (PRTB), que não havia divulgado compromissos e oficializou no fim do dia a sua desistência de concorrer à presidência da República.
Outros nomes que optaram por não realizar atos públicos de campanha nesta quarta-feira foram Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL). A divulgação da cobertura segue uma escala de rodízio diário em ordem alfabética.








