O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta terça-feira que o Brasil atingiu a cota anual de exportação de carne bovina para a China, após aviso da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). O Ministério do Comércio chinês (Mofcom) deve oficializar a decisão em breve.
Impacto financeiro nas vendas externas Com a marca de 100% da cota anual alcançada, somando 1,106 milhão de toneladas, as próximas remessas enfrentarão uma sobretaxa de 55%. Dentro da cota, a alíquota cobrada é de 12%, mas o excedente eleva a tarifa total para 67%, o que especialistas do mercado consideram inviável para a manutenção dos negócios. A partir de janeiro de 2027, o limite para o Brasil passará a ser de 1,128 milhão de toneladas.
Negociações diplomáticas e novas cotas Diante do cenário, técnicos do ministério informaram que o governo brasileiro vai intensificar as negociações com Pequim para tentar obter uma cota adicional.
Regras da salvaguarda comercial O teto faz parte de um sistema de salvaguarda implementado pela China para as compras externas de proteína animal, estabelecendo volumes máximos por país fornecedor. O mecanismo começou a valer em janeiro e tem vigência prevista até 2028, afetando o Brasil, que figura entre os maiores exportadores para o mercado chinês.
Estratégia dos frigoríficos brasileiros A possibilidade de atingir o limite entre agosto e menosprezar o excedente já era monitorada. Desde julho, prevendo o esgotamento, os frigoríficos brasileiros vinham desacelerando os embarques para evitar a incidência da pesada sobretaxa.








