O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello, afirmou nesta 3ª feira (29.set.2026) que o país precisa reagir às chamadas “importações predatórias” e recuperar o mercado interno do setor siderúrgico. As declarações foram feitas durante o Congresso do Aço Brasil.
Mercado doméstico é prioridade na siderurgia A principal meta da indústria é retomar o ritmo das vendas internas. O volume de aço estrangeiro importado alcançou 5,7 milhões de toneladas em 2025, patamar equivalente a um terço das negociações do setor nacional, quantidade avaliada como “inaceitável” pelas lideranças industriais.
Defesa contra a concorrência desleal Durante o evento realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo, o dirigente ressaltou que a intenção não é fechar as fronteiras comerciais, mas sim combater práticas abusivas no comércio exterior.
“Não queremos bloquear importações, nós queremos que as importações entrem no país como entraram, mas nós não podemos permitir que entrem importações de forma desleal, o que nós classificamos como as importações predatórias”, disse.
Perspectivas e investimentos para 2027 Em relação ao cenário eleitoral, o executivo garantiu que o planejamento estratégico do setor permanece inalterado independentemente de quem assuma o governo, mantendo o foco nos debates sobre o futuro da economia previstos para os próximos anos.
Mesmo diante dos desafios atuais, as companhias brasileiras seguem competitivas, realizam investimentos anuais na casa de R$ 12 bilhões e demonstram forte capacidade de adaptação econômica.








