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Empresário é indiciado após morte de trabalhador soterrado no PR

Perícia apontou falhas graves de segurança em cerealista na região central do estado onde funcionário de 43 anos perdeu a vida.

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Empresário é responsabilizado pela polícia por morte de trabalhador soterrado por grãos de milho em cerealista, no Paraná

A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (28) a investigação sobre a morte de um trabalhador de 43 anos que foi soterrado por grãos de milho em uma cerealista localizada em Pitanga, na região central do Paraná. O acidente fatal ocorreu no dia 14 de abril de 2026.

Detalhes da investigação policial

O proprietário da empresa, um homem de 65 anos, foi indiciado por homicídio culposo, situação em que não há intenção de matar. As identidades do empresário e da companhia não foram divulgadas pelas autoridades.

De acordo com o delegado William Gama Assunção, o caso revelou graves falhas na prevenção de acidentes. “A investigação demonstrou que a morte decorreu do descumprimento de normas de segurança do trabalho. A perícia constatou que o trabalhador caiu de uma altura de aproximadamente 3,60 metros por uma abertura que não tinha guarda-corpo, tampa ou qualquer proteção, e foi soterrado pelos grãos. Ele não usava equipamento de proteção contra quedas e estava sozinho, sem qualquer vigilância”, explica o delegado.

Laudo pericial e histórico de alertas

O laudo de necropsia emitido pelas autoridades confirmou que o óbito foi provocado por asfixia mecânica em decorrência do soterramento. O funcionário foi encontrado sem vida no interior de um compartimento de uma máquina destinada ao processamento e à secagem de grãos.

O inquérito reuniu depoimentos de bombeiros militares e funcionários, além de análises em documentos operacionais. A apuração revelou que o perigo já era conhecido pela administração. “O próprio programa de gerenciamento de riscos da empresa, em vigor desde novembro de 2025, já classificava como crítico o risco de acidentes em espaços confinados para a função exercida pela vítima e recomendava a instalação de proteções e a realização de treinamentos. As medidas recomendadas por escrito não foram adotadas. O risco não era apenas previsível: ele havia sido previsto e comunicado formalmente à empresa meses antes do acidente”, afirma Assunção.

Dinâmica do acidente e próximos passos

Conforme registros da Polícia Militar do Paraná (PM-PR) obtidos por meio do sistema de monitoramento interno, a vítima foi vista pela última vez às 15h55 do dia do incidente. Os próprios donos iniciaram as buscas após notarem o sumiço e acharam o corpo sob o milho. O resgate foi acionado para retirar a vítima após a verificação das condições de segurança.

Com o encerramento da investigação policial, o procedimento foi enviado ao Ministério Público. Cabe agora à promotoria avaliar se apresentará denúncia criminal contra o empresário na Justiça.

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