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Ações da Petrobras e PRIO ganham destaque após alta do petróleo

Banco internacional eleva projeções financeiras para petroleiras diante do avanço da commodity no mercado global.

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Morgan eleva estimativas para Petrobras e PRIO após petróleo superar os US$ 105

Com a alta nos contratos de petróleo impulsionada por conflitos no Oriente Médio, o banco Morgan Stanley revisou para cima as projeções financeiras para grandes petroleiras, destacando o papel estratégico da Petrobras e da PRIO no cenário atual.

Impacto do conflito no Oriente Médio

O mercado internacional registrou forte volatilidade recentemente. Somente em uma sessão recente, o barril do tipo Brent saltou 4% e atingiu US$ 108. Esse movimento ocorreu após Donald Trump rejeitar uma proposta de paz apresentada pelo Irã na Assembleia Geral da ONU, plano que havia sido repassado aos Estados Unidos por intermediação do Catar.

Diante desse panorama geopolítico complexo, os analistas da instituição financeira recalibraram as expectativas para o preço do barril e para o Ebitda das empresas do setor com foco no biênio de 2026 a 2027.

Projeções e o cenário para o Brent

A expectativa do banco é que o Brent encerre o quarto trimestre de 2026 cotado a US$ 100. Para a média do segundo semestre daquele mesmo ano, a estimativa ficou estabelecida em US$ 97 por barril, recuando para US$ 85 em 2027, enquanto a perspectiva de longo prazo permanece em US$ 70.

Essa atualização resultou em uma revisão positiva de 12% a 19% nas projeções de Ebitda. “Preferimos empresas com combinação sólida de valuation, fundamentos e resiliência na geração de caixa, embora reconheçamos que o desempenho de curto prazo pode sofrer em um eventual movimento de queda das commodities”, afirmam os analistas.

Petrobras segue como principal escolha

A Petrobras manteve-se como a principal recomendação da casa na América Latina, recebendo classificação equivalente a compra. O modelo adotado pela instituição utiliza um valor conservador de US$ 70 para o barril, o que assegura potencial de valorização mesmo em eventuais momentos de baixa.

Entre os pilares que sustentam a preferência pela estatal estão o valuation atrativo, a eficiência operacional e a perspectiva de crescimento. O rendimento de fluxo de caixa livre estimado para a companhia situa-se entre 13% e 17%. “A continuidade das políticas atuais tende a preservar a direção estratégica da companhia, enquanto um ambiente mais orientado ao mercado poderia reforçar ainda mais o caso de investimento e aumentar o foco dos investidores nos fundamentos”, afirmam os analistas.

Destaque para a PRIO

Além da estatal brasileira e das empresas argentinas YPF e Vista Oil & Gas, a PRIO também recebeu atenção especial no relatório do banco. A companhia se destaca pela robusta geração de caixa projetada para 2027 e por um rendimento de fluxo de caixa livre estimado em impressionantes 38%. O sucesso operacional no campo de Wahoo reforça as expectativas de um crescimento expressivo na produção e nos resultados financeiros nos próximos anos.

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