Mais de três anos após sua demissão que gerou grande repercussão em Hollywood, a atriz Melissa Barrera voltou a falar sobre a possibilidade de estrelar novamente um filme da saga Pânico. A artista deixou claro que sua rejeição atual não é direcionada aos longas-metragens de terror em si, mas sim à gestão da empresa responsável pelos direitos da propriedade intelectual.
O conflito com a Spyglass Media Group
Em entrevista recente, a intérprete explicou que aceitaria participar de sequências futuras da história slasher, porém “não com a empresa que detém os direitos atualmente.” A companhia em questão é a Spyglass Media Group, coprodutora e detentora legal da franquia. “Eu amo a franquia”, continuou ela. “Me diverti muito fazendo esses filmes. Mas muito do ódio e das dificuldades que enfrentei nos últimos anos se devem ao fato de a liderança daquela empresa ter feito questão de me rotular como algo que eu não sou, e eles nunca se desculparam, mesmo quando se provou que eu estava certa.”
Motivações do afastamento e polêmica
O rompimento contratual aconteceu na época em que a artista compartilhou postagens nas redes sociais criticando as ações de Israel no conflito em Gaza. A produtora alegou na ocasião que a conduta foi “antissemita”. A nota oficial da empresa na época destacou uma política de “tolerância zero para antissemitismo ou incitação ao ódio de qualquer forma, incluindo falsas referências a genocídio, limpeza étnica, distorção do Holocausto ou qualquer coisa que ultrapasse flagrantemente a linha do discurso de ódio”.
Mesmo com uma eventual retratação pública da diretoria, a protagonista de Pânico 5 e 6 descartou totalmente uma reconciliação corporativa. “Mesmo com um pedido de desculpas, eu não voltaria a trabalhar com eles. Então, não que eu esteja criando muitas expectativas. Não acho que eles tenham essa capacidade. Mas se a franquia algum dia deixasse essas mãos e fosse para mãos que, na minha opinião, honrassem mais o legado de Wes Craven, aí sim, eu acho que sim.”
Mudança de panorama cultural
Afastada antes do desenvolvimento do capítulo mais recente da saga, a atriz também comparou seu caso com episódios mais recentes de boicote a artistas na indústria cultural. Ao relembrar o apoio recente recebido pelo cantor Macklemore, ela destacou a evolução na solidariedade pública. “Foi tão lindo ver o Finneas, a banda e todos os artistas de abertura cancelando seus shows para apoiar o Macklemore”, afirmou a atriz. “Me emocionei. Sabe, eu não senti isso quando aconteceu comigo. Nada disso aconteceu. Era muito cedo. As pessoas estavam com muito medo. Mas é bom ver que, quase três anos depois, pelo menos as coisas mudaram.”








