–:–:–
Conecte-se conosco

Grécia recusa acordo e exige retorno definitivo de mármores

Primeiro-ministro helênico descarta modelo de empréstimo britânico para as esculturas retiradas da Acrópole há dois séculos.

34 visualizações
Grécia rejeita acordo que reconheça propriedade britânica dos Mármores do Partenon

O governo grego descartou qualquer pacto sobre as obras históricas da Acrópole que valide a posse definitiva das relíquias pelo Reino Unido ou que classifique o retorno como um empréstimo.

Posicionamento firme do governo helênico

Em artigo divulgado na imprensa internacional, o chefe de governo Kyriakos Mitsotakis detalhou os limites de negociação do país. “A Grécia não pode aceitar qualquer acordo que a obrigue a reconhecer a propriedade das esculturas pelo Museu Britânico, nem um arranjo que signifique que nós ‘emprestaremos’ partes do nosso próprio monumento”, escreveu o premiê em um artigo de opinião publicado pelo Guardian na quinta-feira.

O líder político ainda destacou afinidade com posicionamentos anteriores de autoridades do Reino Unido sobre a resolução do impasse secular de forma incondicional. Mitsotakis citou uma declaração feita em 2023 pelo novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, sobre a resolução da disputa de 200 anos por meio da devolução das esculturas, “sem condições”, dizendo que “não poderia concordar mais”.

Origem e histórico da disputa milenar

As peças em questão compreendem um conjunto de esculturas e frisos elaborados pelo mestre Fídias no século 5º a.C. A remoção ocorreu no início dos anos 1800 por enviados do Conde de Elgin, que atuava como representante diplomático britânico perante o Império Otomano durante o período de dominação estrangeira no território grego.

Desde a independência do país europeu em 1832, autoridades locais reivindicam continuamente a repatriação das obras de arte. O tema ganhou relevância recente após a inauguração de um pavilhão moderno em Atenas planejado especificamente para abrigar o acervo completo.

Rejeição a paralelos internacionais

A discussão sobre o destino das relíquias gerou atritos políticos no passado recente e encontrou novos ares com sinalizações recentes de flexibilização por parte da administração trabalhista britânica. Contudo, propostas de utilizar outras exibições culturais internacionais como molde para a resolução foram refutadas pelo mandatário grego.

Ao abordar comparações com outros artefatos históricos, Mitsotakis afastou a hipótese de usar negociações de outros países como base para o caso helênico. “Não acredito que seja esse o caso”, afirmou.

Por fim, o premiê reforçou a necessidade de ações concretas para solucionar o litígio de longa data entre as duas nações. “O que é necessário agora é vontade política e coragem para dar o passo decisivo, reunir as esculturas e transformar uma disputa histórica em um ato único de amizade cultural”, acrescentou.

Mais em Mundo

Ver tudo →