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Caso Isabelle Caracristi: chefe relata queixa contra namorado

Estudante de 22 anos dizia se sentir sufocada pelo companheiro, que atuava como gestor no mesmo escritório de advocacia

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Caso Isabelle Caracristi: Dono de escritório onde casal trabalhava revela queixa da jovem sobre o namorado (Foto: Reprodução/ Instagram/ Linkedin)

O proprietário da firma de advocacia onde Isabelle Caracristi atuava como estagiária relatou às autoridades que a jovem de 22 anos o procurou para relatar incômodo com o comportamento do companheiro, João Munhoz Neto, que exercia a função de gestor na empresa.

Advertências e medidas tomadas pela gestão

Conforme o depoimento prestado pelo advogado Leandro Vasques, o dono da Focus Correspondência Jurídica, Rudá Bezerra de Carvalho, explicou que Isabelle passou cerca de 20 dias no local. Ao saber do envolvimento amoroso entre os subordinados, o chefe os chamou separadamente para exigir a separação entre a rotina pessoal e a profissional.

O relato aponta que a estudante sofria restrições impostas pelo parceiro, que a proibia de realizar tarefas profissionais de maneira isolada. A situação motivou uma nova advertência ao gestor. A gestão da empresa também modificou a disposição dos computadores para afastar fisicamente o casal. Em 17 de agosto, a estudante pediu desligamento, gerando insatisfação em João, que tentou convencer o chefe a recontratá-la.

Investigação policial e conclusão da perícia

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu na quarta-feira (23) que a jovem sofreu uma queda do topo de um edifício em Fortaleza. “Houve um precipitação voluntaria do rooftop, onde ela caiu em posição vertical“, afirmou o perito Júlio Torres, destacando que imagens de segurança do condomínio sustentam a tese. A polícia continua investigando o caso para apurar se houve participação de outras pessoas.

João Munhoz Neto foi preso de forma preventiva na terça-feira (22) e passou por audiência de custódia, sendo posteriormente encaminhado à Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), situada em Aquiraz. Ele é investigado por crimes como violência psicológica, obstrução da Justiça e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

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