Pela primeira vez juntos na música, os artistas Paulo Ricardo e Seu Jorge apresentaram “Sangue Bom”, uma adaptação em português para o clássico “What’s Going On”, obra-prima de Marvin Gaye lançada originalmente em 1971. O projeto demorou mais de dez anos para sair do papel e exigiu liberação especial dos herdeiros do ícone norte-americano.
A mensagem de Marvin Gaye
Contexto social e adaptação da letra
A letra original nasceu durante o clima de instabilidade política e social nos Estados Unidos no começo dos anos 70. Na releitura nacional, a dupla direciona os holofotes para o cenário do país, abordando temas urgentes como a intolerância, a violência contra mulheres e menores de idade, além da urgência de mais empatia e respeito à vida.
“O lançamento de ‘Sangue Bom’ representa a realização de um sonho antigo. Algumas versões chegam até mim de forma quase intuitiva, como se estivessem esperando o momento certo para existir. Foi exatamente o que aconteceu aqui”, afirmou Paulo Ricardo em comunicado à imprensa.
Bastidores do projeto
Uma década de espera e aprovação internacional
Foram necessários muitos anos de trabalho de formiguinha até que a família do cantor estrangeiro desse o sinal verde para o lançamento.
“Desde a primeira demo até o lançamento, foram muitos anos de dedicação, cuidado e respeito à obra original”, complementou o músico.
A amizade entre os dois intérpretes já dura duas décadas, período em que a parceria artística era apenas um plano futuro.
“Nos conhecemos há cerca de vinte anos e sempre existiu a vontade de fazer algo juntos. Quando chegou a hora certa, tudo aconteceu de maneira muito natural. Seu Jorge trouxe talento, personalidade e uma interpretação que elevou a canção a outro patamar”, explicou Paulo Ricardo.
Ficha técnica e audiovisual
Produção de peso e lançamento do clipe
A direção musical ficou sob responsabilidade de Waldo Denuzzo, parceiro prévio de Paulo Ricardo em homenagens a Vinicius de Moraes. O arranjo ainda integrou a experiência de Nereu Gargalo e João Parahyba, ambos do Trio Mocotó, com mixagem assinada por Lucas Nunes e Leo Marques.
O projeto visual traz uma capa desenvolvida pelo grafiteiro Speto e um videoclipe dirigido por Leo Liberti, focado nos bastidores de estúdio.
“Como costuma dizer o Seu Jorge, demorou, vai ser melhor. Nesse caso, valeu a pena esperar. Tenho muito orgulho de finalmente compartilhar essa música com o público”, concluiu Paulo Ricardo.








