O renomado grupo britânico de pós-punk e synth-pop New Order realizou um show ao vivo no Petit Trianon, localizado em Versailles, na última segunda-feira, dia 22. O evento integrou a festa inaugural da grande exposição que comemora o vigésimo aniversário de “Maria Antonieta”, o aclamado longa-metragem dirigido por Sofia Coppola.
A forte conexão musical com o clássico cult
A escolha da banda não foi por acaso, visto que o grupo possui uma ligação profunda com a produção cinematográfica. Misturando as obrigações enfadonhas da monarquia com a imaturidade própria da juventude, a trilha sonora da obra oferece uma perspectiva moderna e enérgica sobre a última rainha da França. O repertório do filme conta com “Ceremony”, faixa do New Order que embala a cena da festa de aniversário da protagonista, além de sucessos de nomes consagrados como The Cure, Siouxsie and the Banshees e The Strokes.
Detalhes da exposição em homenagem ao filme
Intitulada “Marie Antoinette by Sofia Coppola”, a mostra está aberta para visitação pública desde terça-feira e seguirá em cartaz até o dia 24 de janeiro de 2027. O projeto foi idealizado em conjunto pela cineasta e por Laurent Salomé, que atua como diretor do Museu Nacional dos Palácios de Versalhes e Trianon, contando ainda com a curadoria-chefe de Hélène Delalex e o patrocínio oficial da Cartier.
No interior do espaço expositivo, os visitantes têm acesso a figurinos autênticos e perucas empregados nas gravações, registros fotográficos dos bastidores e ilustrações dos banquetes extravagantes retratados na película. De acordo com o Château de Versailles, o itinerário inclui storyboards originais, roteiros repletos de anotações, cenários reconstituídos, além de trechos do filme projetados nos próprios cômodos onde as cenas foram originalmente filmadas.
O legado e a trajetória da produção de 2006
Disponibilizado originalmente em 2006, o longa gerou reações intensas de repúdio e aclamação durante sua estreia no Festival de Cannes, dividindo a opinião dos críticos especializados da época. A ousada combinação de elementos modernos com o período monárquico, somada a uma trilha sonora rebelde e jovial, propiciou que a obra alcançasse o status de clássico cult de forma acelerada. A produção conquistou o prêmio da Academia de Melhor Figurino em 2007, obra assinada por Milena Canonero, e também disputou a prestigiada Palma de Ouro no mesmo ano.








