Usuários da operadora de telefonia móvel em diferentes regiões do país começaram a visualizar a indicação de sinal 5G+ nos dispositivos móveis, representando a chegada oficial da tecnologia Standalone (SA) da empresa a dez novos municípios distribuídos por seis estados brasileiros.
Expansão nacional e velocidade ampliada
A nova infraestrutura foi ativada em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Goiânia (GO), Guarulhos (SP), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP) e Vitória (ES). Anteriormente, a modalidade já havia sido liberada em Brasília e em uma unidade comercial na capital fluminense.
Com a utilização do 5G SA, comercialmente batizado de 5G+, a companhia promete atingir taxas de transferência de até 2 Gb/s. O desempenho superior é alcançado por meio da agregação das faixas de frequência de 3,5 GHz, 2,3 GHz e 2,1 GHz.
Diferenças técnicas da tecnologia
O avanço ocorre porque a modalidade Standalone utiliza um núcleo de rede totalmente dedicado à quinta geração, ao contrário de versões anteriores que ainda dependiam da infraestrutura legada do 4G. Essa mudança estrutural reduz drasticamente a latência e eleva a eficiência na transmissão de dados.
“Com o 5G Advanced, evoluímos continuamente nossa infraestrutura, preparando a rede para atender pessoas e empresas em diferentes necessidades de uso”, disse o diretor de Core e Rede Móvel, Elmo Matos, em nota à imprensa.
Requisitos para navegação avançada
Para aproveitar a máxima velocidade oferecida pela operadora, os consumidores precisam atender a alguns critérios técnicos essenciais, que incluem a contratação de um plano móvel compatível, a posse de um smartphone que suporte o padrão 5G SA com agregação de frequências e um chip devidamente habilitado.
“A substituição do chip físico pelo eSIM (chip virtual) pode ser feita gratuitamente pelo app Vivo.”
Perspectivas futuras para as redes móveis
Especialistas do setor avaliam que a transição para os padrões modernos de conectividade representa uma transformação irreversível para o setor de telecomunicações no país, impulsionada tanto pela demanda por melhor desempenho quanto pela necessidade de renovação do parque de equipamentos.
O engenheiro e doutor em telecomunicações Wilson Cardoso, que atua como assessor técnico do Senai São Paulo, classificou a novidade como um “caminho sem volta”, justificando que os equipamentos de 4G estão em uso há mais de 10 anos e que é preciso aumentar a rede e adicionar equipamentos já na nova tecnologia.








