O aquecimento global e as mudanças climáticas transformaram-se em uma grave crise sanitária, impactando o Brasil e o cenário internacional. A avaliação foi feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apontou a urgência de remodelar as redes de atendimento para lidar com esse cenário.
Impacto global e expansão de vetores
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 25% dos óbitos no mundo possuem ligação com o desequilíbrio ambiental. Como exemplo da gravidade, o Reino Unido já detectou a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor comum em nações tropicais como o território brasileiro.
O avanço das temperaturas médias também facilita a proliferação do mosquito transmissor da dengue em áreas do Sul brasileiro, como o Rio Grande do Sul, região historicamente com baixa incidência. Além disso, as ondas de calor extremo elevam os casos de patologias crônicas, a exemplo de problemas cardiovasculares.
Preparação para desastres e alertas do El Niño
Sobre a capacidade de resposta a catástrofes ambientais, como as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o ministro garantiu que o país possui hoje mais estrutura do que no período da tragédia.
“Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.
A recomendação da pasta é manter a vigilância constante em território nacional. As projeções governamentais mostram que os impactos do fenômeno climático serão intensificados no país logo nos primeiros meses de 2026.
“Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.








