Em um cenário otimista, analistas econômicos revisaram para cima a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, após mais de dois meses sem alterações. O boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (8), indica um crescimento de 1,93%, um leve aumento de 0,01 ponto percentual comparado à semana anterior.
Expectativas de crescimento econômico
Esta é a primeira vez que os economistas ajustam a projeção do PIB desde o final de junho, quando a expectativa passou de 1,98% para 1,99%. Após esse período, a estimativa ficou estável por seis semanas, mas caiu para 1,92% na última revisão. Para 2028, a previsão de crescimento também foi ajustada, reduzindo-se de 1,98% para 1,96%.
Impacto da alta de juros no consumo
A revisão para o PIB ocorreu logo após a divulgação dos dados do IBGE, que mostraram um crescimento de 0,5% no PIB do segundo trimestre, uma desaceleração em relação ao aumento de 1,1% observado no primeiro trimestre. Essa perda de ritmo era esperada por especialistas, principalmente em decorrência do aumento das taxas de juros. O consumo das famílias, que é um dos principais motores do PIB, apresentou um desempenho abaixo do esperado, contribuindo para a queda nas expectativas.
Despesas das famílias em queda
Os dados revelaram que as despesas com a compra de bens e serviços para uso pessoal diminuíram 0,4% no segundo trimestre, o que representa o pior resultado desde o final de 2024, quando houve uma retração de 0,6%.
Revisão das expectativas de inflação
Além do ajuste no PIB, os economistas também revisaram para baixo a estimativa de inflação para 2026, que agora está em 5%, uma redução em relação aos 5,01% da semana anterior. Apesar da queda, esse índice ainda supera o teto da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Os analistas mantiveram a previsão da taxa de juros em 13,75%, com a expectativa de que o Copom (Comitê de Política Monetária) realize um novo corte de 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião, agendada para os dias 15 e 16 de setembro. Atualmente, a Selic se encontra em 14%.
Essas revisões refletem um cenário econômico em evolução, onde o equilíbrio entre crescimento e controle da inflação continua a ser um desafio para os formuladores de políticas econômicas no Brasil.








