Nesta sexta-feira (4), a candidata a deputada federal Vanessa Silva, que ganhou notoriedade como “Negona do Bolsonaro”, denunciou ter sido impedida de entrar na sede do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro. Em um vídeo compartilhado, ela descreveu o episódio como uma experiência de humilhação, afirmando que foi tratada de forma desrespeitosa pelos seguranças do local.
A situação na sede do Partido Liberal
Vanessa Silva relatou que se dirigiu à sede do PL para esclarecer sua posição dentro do partido e conversar com representantes. No entanto, ao chegar, foi surpreendida por uma barreira formada por cinco seguranças que impediram sua entrada. “Fui tratada como um bolo de merda aqui dentro do Partido Liberal, isso é inadmissível”, desabafou Vanessa, enfatizando a frustração com a situação.
Reações e sentimentos de Vanessa
Em lágrimas, a candidata expressou sua tristeza ao perceber que outros apoiadores de Jair Bolsonaro também estariam passando por experiências semelhantes de desrespeito dentro do PL. “Me lembrei do dia em que fui convidada a gravar um vídeo com meu presidente [Jair Bolsonaro] em 2024, sempre fui honrada por ele”, afirmou. Segundo ela, Bolsonaro foi fundamental para o crescimento do partido, que hoje se destaca entre os mais influentes do Brasil.
Perseguições e questões jurídicas
Além do incidente na sede do PL, Vanessa revelou estar enfrentando uma suposta perseguição judicial desde que foi proibida pela Justiça de usar o termo “Negona do Bolsonaro” em sua campanha. Ela, que se apresenta como segunda suplente de vereadora pelo Rio de Janeiro, anunciou sua intenção de recorrer à Justiça para acessar as gravações das câmeras de segurança do local. “Formaram um paredão com cinco seguranças e eu pedi que não tocassem em mim”, reiterou, reafirmando sua determinação em buscar justiça.
A decisão da Justiça Eleitoral
Outra reviravolta na trajetória de Vanessa é a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que vetou o uso do nome “Negona do Bolsonaro” em sua campanha. O tribunal determinou que ela se registre apenas como “Vanessa Silva”, após rejeitar outras denominações associadas ao ex-presidente. Para o desembargador responsável, isso evitaria qualquer confusão sobre a identidade da candidata, já que não há vínculo familiar com a família Bolsonaro.
Em meio a esses desafios, Vanessa concluiu que a situação que enfrenta é reflexo de uma maior repressão contra apoiadores de Bolsonaro dentro do PL. “Se ele estivesse solto, eu não estaria passando por essa humilhação”, disse, expressando sua indignação diante de um cenário que, segundo ela, busca silenciar aqueles que permanecem leais ao ex-presidente.








