Algumas pessoas detidas hoje já haviam sido presas em anos anteriores pelo mesmo crime. Foto: Divulgação PF

Paranaguá, PR
Agora Litoral

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira mais uma operação contra o tráfico internacional de drogas em cidades do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará. A ação foi batizada de Flashback. Em Paranaguá, cerca de oito pessoas foram detidas e estão sendo ouvidas nesse momento no Departamento de Polícia Federal.

Entre os presos na operação desta sexta-feira estão alguns que já foram detidos em outra operação semelhante realizada pela Polícia Federal há alguns anos. Apesar de não divulgar os nomes, sabe-se que entre eles estariam um ex-diretor do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e o irmão dele – que é responsável por um clube social na cidade.

De acordo com as investigações, as remessas dos entorpecentes eram enviadas através de portos brasileiros para a Europa. Os envolvidos devem responder por crimes como tráfico e associação para o tráfico internacional de drogas.

O nome da operação é uma referência à forma utilizada pelos investigados nos portos nacionais, inclusive já identificado com a prisão de diversos envolvidos em operações realizadas em Paranaguá há alguns anos, segundo a PF.

FLASH BACK

Há exatos cinco anos, em maio de 2012, quinze pessoas foram presas em Paranaguá, em outra operação da Polícia Federal – chamada à época de Operação Deadline. Ao todo 25 pessoas foram presas, entre elas três bolivianos, em uma operação que contou com 105 policiais.

A PF investigava a quadrilha desde novembro de 2011 e já havia apreendido 129 quilos da droga durante as investigações – 21 quilos no Porto de Rio Grande (RS), 38 quilos no Porto de Valência, na Espanha, e 70 quilos no Porto de Antuérpia, um dos maiores do mundo, na Bélgica.

Em Paranaguá foram apreendidos 11 veículos, duas motos, U$ 66 mil, R$ 3 mil e uma lancha. As apreensões feitas em Paranaguá chegaram perto dos R$ 3,5 milhões.

Segundo as investigações, a cocaína era fabricada na Bolívia e saía por via terrestre para o Paraguai. De lá cruzava a fronteira brasileira em direção ao interior de São Paulo, local em que os traficantes negociavam a venda da droga para os países da Europa e da África.

Quando já havia um destino negociado, a cocaína seguia para o Porto de Paranaguá. Na cidade funcionava o esquema de “inteligência” do tráfico. Algumas pessoas tinham informações privilegiadas sobre a saída das cargas e facilitavam o despacho da droga.

Quando identificava alguma carga que seguiria para o país de destino da droga, a quadrilha esperava que o caminhão fosse carregado com o contêiner e no meio do caminho desviava a rota do veículo para um terreno baldio. Lá, tirava o lacre do contêiner e o recheava com droga. Depois, o caminhão seguia em direção ao porto normalmente.

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