Vídeos do incesto eram enviados para o companheiro dela, que também está preso

A Operação Luz na Infância, deflagrada pela Polícia Civil no Paraná, prendeu uma mulher de 33 anos que praticava sexo com o próprio filho de 11, e ainda filmava utilizando a câmera do celular. Os vídeos eram enviados por meio do WhatsApp ao companheiro dela, de 43 anos, que também foi preso.

A Polícia Civil também prendeu outras quatro pessoas que armazenavam vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. Participaram da operação, além da Polícia Civil, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

INVESTIGAÇÕES
A mulher passou a ser investigada a partir de uma denúncia feita pelo pai da criança. Ele entrou em contato com a polícia após ouvir do filho o relato que a mãe praticava sexo oral nele.

Quando vimos os vídeos, nos causou um choque ver que, além disso, tinha conjunção carnal. Estava no vídeo, indiscutível. (…) A mãe praticava atos sexuais com o próprio filho de 11 anos e filmava o ato. Ela encaminhava via celular para o padrasto”, revelou o delegado do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), José Barreto, em coletiva de imprensa.

Até mesmo os policiais ficaram chocados com as cenas reproduzidas nos vídeos: “Infelizmente, há casos de abusos sexuais contra crianças, mas nunca vamos imaginar que a mãe está envolvida e cometa esse tipo de ato, o vídeo é chocante”, lamenta o delegado.

Conforme a polícia, a mulher é garota de programa e localizada no bairro Xaxim: “A princípio, não sabemos se havia comércio desses vídeos, mas sabemos que estavam nas redes. Isso acontece com a criança desde maio, pelo que temos conhecimento”, detalhou Barreto.

O menor foi encaminhado ao Centro de Psicologia do Nucria para ter acompanhamento profissional. O casal responderá por estupro de vulnerável e pedofilia. A mulher ainda deve responder criminalmente por filmar, de acordo com o artigo 40 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e o padrasto por transmitir e até rufianismo, que seria sua responsabilização por explorar a mãe da criança.

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