Bruna Zucco desapareceu na quinta-feira. (Foto: Facebook)

A Polícia Civil investiga o desaparecimento da atual Miss Altônia, no noroeste do Paraná, Bruna Zucco, de 21 anos. A jovem está desaparecida desde a madrugada de quinta-feira (22), e foi vista pela última vez depois de sair da faculdade de psicologia.

Na manhã de quinta-feira, dois corpos foram encontrados carbonizados em uma picape numa estrada rural do município. A Polícia Civil acredita que um dos corpos pode ser de Bruna.

O delegado Izaias Cordeiro de Lima disse que no local do crime foram encontrados pedaços de um telefone celular e de um caderno. Lima informou que familiares de Bruna reconheceram esses pedaços de objetos como sendo dela.

“O conjunto probatório conduz para isso, no entanto dependemos do resultado do exame de DNA que será realizado em Curitiba. Materiais genéticos do cadáver e de familiares da jovem serão analisados. Somente depois desse resultado poderemos ter certeza se o corpo é ou não dela”, afirmou o delegado. O resultado pode sair entre 30 e 60 dias.

A família de Bruna informou ao G1 que o material genético, que pode identificar se o corpo é ou não da miss, foi colhido na manhã desta sexta-feira (23), no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama.

O namorado de Bruna, Diego Tamarozzi, falou que o último contato que teve com a namorada foi à 0h05, de quinta-feira, por uma mensagem. Depois disso, não teve mais informações dela.

“A mãe dela me ligou de manhã perguntando se ela estava comigo, disse que não. Não me preocupei porque achei que a Bruna estava na casa de uma amiga. Tudo mudou quando passei a receber algumas informações. Ao mesmo tempo que estou esperançoso que ela vai aparecer, vai estar viva, também estou muito triste com a possibilidade dela estar morta. A esperança vai e vem”, desabafou.

Identificação do segundo corpo

O outro cadáver encontrado no carro pode ser de um empresário do município que também está desaparecido desde a madrugada de quinta-feira, segundo o delegado. O irmão do empresário reconheceu o carro e uma caixa de ferramentas que estava na caçamba do veículo.

“O irmão não teve dúvida ao reconhecer o carro e a caixa de ferramentas. Ele também informou que a placa era a mesma”, detalhou o delegado.

Material genético de familiares do empresário também foi colhido para a realização do exame de identificação.

Investigação

O delegado Lima acredita que as investigações apontarão para o crime de homicídio.

“Não descartamos nenhuma hipótese, mas o que tudo indica é que foi um acerto de contas, possivelmente entre contrabandistas. Já tivemos alguns casos como esse, de corpos carbonizados encontrados em veículos incendiados, relacionados com contrabando”, detalhou o delegado.

A Polícia Civil vai pedir imagens de câmeras de estabelecimentos comerciais para tentar identificar o trajeto do veículo e possíveis pessoas envolvidas no crime.

Testemunhas ainda devem ser ouvidas pela Polícia Civil. O delegado Izaias Cordeiro de Lima acredita que o caso deve ser concluído em até 60 dias, depois da divulgação dos resultados dos exames de DNA.

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