Gabriel Brandão, João Cassarotti, Gustavo Del Grande e Vitor de Jesus. (Foto: Honório Silva/RPC Maringá)

Do G1

Quatro amigos, com idades entre 14 e 15 anos, voltavam do colégio onde estudam em Faxinal, no norte do Paraná, após o fim da aula, quando um deles resolveu chutar uma sacola que estava no chão, há duas quadras da escola. Mal sabiam eles que dentro tinha cerca de R$ 20 mil, que foram perdidos pelo dono de uma rede de mercados.

“Na hora eu nem pensei [no que pudesse ser], porque direto a gente sai chutando pedra. Mas o chute deu sorte. Era muito dinheiro”, conta o estudante Vitor Hugo Oliveira de Jesus, de 15 anos. “Ficamos muito surpresos. Não é normal estar andando e encontrar esse valor”, diz João Levy Cassarotti, de 14 anos.

Era tanto dinheiro na sacola que os jovens disseram que não tinha como contar. Diante da situação, eles recordam que guardaram a sacola em uma mochila e ligaram para os pais para tentar encontrar quem havia perdido a quantia.

Enquanto tentavam encontrar o dono, o proprietário da rede de mercados, Fábio Severini, já estava desesperado com a sacola perdida.

“Quando cheguei na minha outra loja para fazer os pagamentos, me dei conta de que estava só com as contas, sem o dinheiro. Bateu aquela preocupação, porque quem vai devolver dinheiro nos dias de hoje, né?”, recorda.

A situação aconteceu no dia 19 deste mês. No mesmo dia, o dinheiro foi devolvido para o dono. Mas ele encontrou os garotos pela primeira vez nesta terça-feira (31).

RECOMPENSA

Como recompensa, os adolescentes receberam R$ 200 para dividir. “Deu para comer um lanche”, diz Vitor, aos risos. Mas, quando tiveram noção da quantia, ele confessa que chegaram a fazer as contas para ver o que daria para comprar com os R$ 20 mil.

“Nós gostamos muito de moto. Aí pensei que daria para comprar umas motos de trilha. Mas não era nosso, né? A gente tinha que devolver”, diz o jovem.

Para Gustavo Henrique Del Grande, de 15 anos, ter devolvido o dinheiro foi a melhor escolha. “Se a gente tivesse pegado R$ 5 mil para cada um, a gente não estaria vivendo essa alegria de estar todo mundo elogiando a gente”, avalia.

Já Gabriel Dias Brandão, de 15 anos, recomenda para outras pessoas a atitude que tiveram.

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