Luis Carlos de Souza e Valdécio Bombonatto foram presos em 14 de julho na “Operação à deriva” do Gaeco

Agora Litoral
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) libertou, no dia 24 de novembro, Luis Carlos de Souza, o Luis Polaco, preso em 14 de julho deste ano acusado de crimes de corrupção ativa e passiva e associação criminosa no setor portuário em Antonina, no litoral paranaense.

O empresário Valdécio Antonio Bombonatto, diretor da Fortesolo e apontado como o cabeça da organização criminosa, preso junto com Polaco e que cumpre prisão domiciliar, tentou valer-se das mesmas prerrogativas que levaram à soltura dele, mas teve seu pedido negado pela corte.

Em seu despacho, o Ministro Sebastião Reis Junior argumentou não ter como acolher o pedido de extensão por não perceber a identidade entre as situações apresentadas a ponto de alterar o que foi decidido pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

“Aparentemente, (Valdécio) é o líder da chamada ordenação criminosa investigada, enquanto mandante e efetivo beneficiário das infrações, inclusive é identificado como ‘Chefe’ pelos demais suspeitos e, ao que parece dos autos, também está sendo investigado por outras supostas práticas delitivas na conhecida Operação Carne Fraca”, afirmou o Ministro.

PROIBIÇÕES

A liberdade concedida a Luis Polaco impõe algumas restrições, como a proibição de ausentar-se da comarca de Antonina e do país sem autorização judicial (ele teve seu passaporte recolhido); estar impedido de manter contato, por qualquer meio, com os demais réus; não pode ter qualquer tipo de acesso a órgãos públicos e às entidades sob investigação; deve comparecer quinzenalmente em juízo e permanecer afastado do cargo que ocupava de diretor da APPA, inclusive não deve ter sequer acesso à autoridade portuária.

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